Ingrid Soares
ingrid.soares@jornaldebrasilia.com.br
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Esportes radicais como paraquedismo se popularizam ao redor do mundo, e em Brasília não é diferente. Quem deseja experimentar a sensação de uma forma mais “prática”, sem precisar saltar de um avião, tem uma opção nova em Brasília. Trata- se de um simulador de queda livre.
A equipe do JBr. conferiu a experiência proporcionada pela iFLY Indoor Skydiving, inaugurada ontem na capital. Antes de experimentar a aventura, o fotógrafo Renato Oliveira assistiu a um vídeo e participou de um treinamento teórico. Foram ensinadas posições a serem seguidas durante o voo, como manter o queixo e os braços erguidos, além de sinais com as mãos que indicam o ato de dobrar ou esticar as pernas a fim de obter equilíbrio.
Equipado com um macacão, óculos de proteção, capacete e protetor auricular, e acompanhado de um instrutor, Renato entrou no túnel de vento. O profissional o ajudou a manter o corpo na posição correta e a fazer acrobacias. “Foi surpreendente. É uma sensação de liberdade que todos deveriam experimentar. Dependendo de como você se mexe, vai para um lado diferente. Então, é preciso atenção para ter controle. Fiquei admirado em como o instrutor brinca e faz o que quer no ar. Dá vontade de investir”, confessa.
A aventura dura em média uma hora e meia, incluída a preparação. Ao final, o praticante pode ter acesso a fotos feitas durante o voo. Tudo para relembrar o momento e comprovar a coragem.
DF tem público certo
O iFLY se intitula o maior simulador de paraquedismo indoor do mundo. O empresário Fabio Diniz, um dos responsáveis pelo empreendimento no Brasil, conta que esta é a primeira casa do gênero na América Latina. “Brasília foi escolhida porque tem uma inclinação para a prática de esportes de aventura e tem pouca opção de entretenimento. Mais de sete milhões de pessoas no mundo já voaram e nunca aconteceu nenhum acidente, a equipe é muito capacitada”, afirma. Uma segunda casa será aberta em São Paulo (SP) no próximo dia 10.
Diniz explica a diferença entre a prática em queda livre e o simulador. “Se a pessoa quiser adrenalina, pode optar pelo salto. Mas, se quiser diversão, a opção certa é o túnel, pois não precisa se preocupar com nada. Nem com clima nem com o vento. O nosso principal foco é oferecer essa sensação de voar sem os riscos naturais e com um custo mais baixo do que a prática convencional”.
Voo liberado a partir dos três anos de idade
Além de sócio, Manuel Damasceno é membro da equipe brasileira de paraquedismo profissional. Ele conta que são usados dois grandes ventiladores em cima do edifício, que sugam o ar para dentro da câmara de voo, proporcionando baixo consumo de energia, alta eficiência e ventos de até 300 km/h.
O voo pode ser feito a partir dos três anos de idade. Pessoas com problemas nos ombros, costas ou pescoço devem consultar um médico. Não é recomendável para gestantes, e o limite de peso é 113 kg.
“Ficamos quase nove anos trabalhando nesse projeto. A ideia é abrir mais seis, duas até o fim do ano. Estudamos lugares como Bahia, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também queremos investir no lado educacional, trazendo escolas para mostrar, na prática, a física e o funcionamento do tubo”, explica Manuel Damasceno.
Dahvi Visconte, oito anos, conta que passou pelo túnel pela terceira vez. “Aprendi a girar e consigo voar sem ninguém me segurar”, relata. A gerente-geral do túnel e mãe de Dahvi, Katja Visconte, 40 anos, diz que é emocionante ver o filho empolgado. “É o sonho de voar se tornando realidade. As crianças ficam alucinadas”, afirma.
Serviço
iFLY Brasília
Endereço: Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Conjunto 35 (próximo ao Pier 21)
Funcionamento: Segunda a quinta-feira, das 10h à 0h. Sexta-feira a domingo, das 9h à 0h
Preço: A partir de R$ 129
Aquisição de pacotes e agendamento de voos: www.iflybrasil.com.br