Os distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal acabam de acatar o pedido de impeachment de José Roberto Arruda. Todos os parlamentares presentes acompanharam o voto do relator responsável pelo caso, Chico Leite (PT), que deu parecer favorável à abertura de processo por crime de responsabilidade contra o governador afastado. Foram 19 votos a favor do impeachment, 3 ausências e uma vacância.
A partir de agora, os advogados de Arruda têm 20 dias para a apresentar a sua defesa. Após a apresentação dos argumentos, a Comissão Especial criada para analisar o processo vai elaborar um parecer e colocar em votação. Se for aprovada na Comissão, será submetido a aprovação no plenário. Se a decisão for novamente pelo julgamento do governador, a decisão vai novamente ao plenário, na qual precisa ser aprovada por 2/3 dos deputados.
Se a decisão for aprovada com os votos necessários, será criado um tribunal especial para tratar do caso. O novo órgão será composto por cinco desembargadores sorteados dentre os integrantes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e por cinco deputados distritais que serão eleitos pela Câmara.
Se Arruda for cassado, ele perde todos os direitos políticos por um período de cinco anos. A renúncia ao cargo, feita até instantes antes da votação, encerra o processo e o governador se livra de todas as penalidades possíveis caso o julgamento seja contrário à sua gestão.