Quem pretende aproveitar os benefícios do novo programa habitacional do Governo Federal para realizar o sonho da casa própria pode, ed a partir de hoje, pharm ir a uma agência da Caixa Econômica Federal, viagra único banco que, por enquanto, fará os financiamentos. Primeiramente, serão atendidos aqueles com renda familiar entre três (R$ 1.395) e dez salários mínimos (R$ 4.650), que não tenham imóvel em seu nome e nem estejam pagando outro financiamento imobiliário.
Esses mutuários não poderão ter usado o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde de 1º de maio de 2005 para pagar prestação ou quitar um financiamento. Para esta faixa de renda, a Caixa irá analisar se o interessado tem nome sujo. Se tiver, não poderá participar. A análise será feita na Serasa, no SPC, no Banco Central e nos Cadins (cadastro de devedores). Independentemente da faixa de renda, é possível conseguir crédito para imóvel, novo ou usado, de até R$ 130 mil, com taxas bem atrativas.
O prazo de pagamento será de até 30 anos. Os juros anuais são de 5% (para quem ganha de R$ 1.395 a R$ 2.235); 6% (entre R$ 2.235 a R$ 2.790); e 8,16% (renda entre R$ 2.790 e R$ 4.650). Há ainda incidência de Taxa Referencial (TR). Para quem tem até três anos de conta vinculada ao FGTS, ainda há redução de meio ponto na taxa de juros. O financiamento será feito pela Tabela Price, com prestação crescente, ou SAC, com parcelas decrescentes.
Ainda para esta faixa de renda, o programa exige um pagamento mínimo durante a obra. O valor varia de acordo com a renda do mutuário. O seguro também deve ser pago, mas com valor reduzido. O pagamento de entrada é opcional.
No caso de o mutuário ficar desempregado, o governo criou um Fundo Garantidor que vai cobrir as parcelas em caso de desemprego. Os mutuários recolhem 0,5% do valor da prestação ao fundo e terá direito a usá-lo após pagar, no mínimo, seis prestações. Para quem ganha de três a cinco salários mínimos, o fundo poderá cobrir até 36 prestações. Na faixa de cinco a oito salários mínimos, a cobertura estará restrita a 24 prestações. Quem não utilizar o Fundo Garantidor, segundo a Caixa, o valor pago será abatido do saldo final, quando faltarem poucas prestações para o fim do financiamento. Mutuários que tiverem um financiamento não poderão migrar para o Minha casa, minha vida.
100%
A Caixa se compromete em financiar até 100% do imóvel. Para quem ganha de um (R$ 465) a três salários mínimos, os interessados em adquirir a casa estão isentos da análise de crédito. Assim, mesmo com o nome sujo não serão eliminados no programa. A seleção não será feita por ordem de inscrição, e sim de acordo com o perfil de cada cidadão e de cada empreendimento lançado. Idosos e deficientes terão prioridade na seleção das casas. Nesta faixa de renda, o comprador só começa a pagar as prestações ao receber as chaves. Não é cobrada entrada.
A parcela será proporcional a 10% da renda, sendo o valor mínimo de R$ 50. Por exemplo, quem ganha R$ 700 vai pagar R$ 70. A parcela máxima será de R$ 139 (10% de R$ 1.395), sem a cobrança de seguro. Neste caso, o imóvel será registrado em nome da mulher. A determinação do governo é de que as casas tenham 32 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Já os apartamentos terão 37 metros quadrados, com dois quartos, cozinha e banheiro.
No programa do governo, batizado de Minha casa, minha vida, também há descontos para famílias com renda até seis salários mínimos (R$ 2.790). O bônus máximo é R$ 23 mil (para renda de até R$ 1.395) e o mínimo de R$ 2 mil (renda de até R$ 2.790). Se o imóvel custar R$ 50 mil, com o desconto de R$ 23 mil, o empréstimo será de apenas R$ 27 mil. Se o imóvel for usado, haverá bônus de R$ 6 mil.