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Brasília

Imigrantes japoneses ainda produzem hortaliças no Riacho Fundo I

Arquivo Geral

05/08/2010 8h03

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

As famílias de imigrantes japoneses que cuidam do cultivo de hortaliças da Colônia Agrícola do Riacho Fundo, continuam produzindo ainda hoje. Já são quase 54 anos desde que chegaram à Brasília e criaram o cinturão verde, como ficou conhecido, e que se manteve firme durante a construção da capital federal. A atual produção da capital sustenta grande parte das terras brasilienses, tornando o mercado praticamente auto-suficiente na área de hortaliças folhosas.

 

 

Antes mesmo da inauguração de Brasília, algumas famílias de imigrantes japoneses que moravam em Goiânia, foram convidadas pelo então presidente da República, Juscelino Kubitscheck, para darem início à produção agrícola no Distrito Federal. Em 1957, cinco famílias: Kanegae, Hayakawa, Ogawa e Ikeda e Okudi, se deslocaram para Brasília e foram morar na Colônia, que ficou conhecida como Colônia Agrícola Kanegae, em homenagem ao pai de Hydeaki Kanegae, que foi um dos fundadores do lugar.

 

 

“No início de Brasília a terra era ruim. Tivemos que tratar muito para podermos plantar, e tudo era na base da enxada, não existia maquinaria ainda. Chegamos a vender para Manaus, mas a produção foi diminuindo com o aumento da concorrência. Os preços ficaram mais altos para se comprar e mais baixos para vendermos. Uma caixa de alface com dezoito pés, nós vendíamos a R$ 18 e comprávamos o adubo à R$ 7,5. Hoje em dia a mesma caixa é vendida à 

 

 

R$ 5 e o adubo é comprado por volta de R$ 60. É uma grande dificuldade. Planto por amor. Para dar continuidade ao que meu pai fez”, emociona-se Hydeaky Kanegae, de 63 anos. 

 

 

A chácara da produção da família Kanegae é composta por 23 hectares e já foi maior como conta Hydeaki. De acordo com ele, o crescimento ocupacional fez com que tivessem de diminuir as terras. Ele diz  que os filhos não pretendem dar continuidade a produção por conta da dificuldade de cultivo e pouco retorno. “Cada um já segue em uma área diferente e não desejo que eles trabalhem aqui. Sei o quanto é difícil”, explica.

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (05) do Jornal de Brasília.

 

 

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