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Brasília

Igreja em Águas Claras não é mais a mesma com tanta violência

Arquivo Geral

29/12/2014 8h00

Após o assalto da Igreja Batista Filadélfia, em Águas Claras, em setembro deste ano, a rotina no templo religioso mudou significativamente. O lugar que deveria ficar de portas abertas ao fiéis continua tomado pelo medo da violência. Diversos sistemas de segurança foram instalados e o portão da área administrativa fica sempre fechado. 

“Por aqui, tudo mudou. As portas permanecem fechadas sempre. É uma espécie de segurança preventiva. Aqui em Águas Claras está cada vez mais perigoso. Os assaltantes visam a cidade porque os moradores geralmente têm rendas altas”, relata o gestor administrativo da igreja, Júnior Holanda, 51 anos.

A aposentada Edinice Lacava, 74 anos, relata que prefere ter  hábitos diurnos. “Durante a noite, eu não ando. De manhã, passeio com meus cachorros. Um deles é grande e assusta as pessoas. Tem um lote vazio perto da minha casa,  que seria uma praça, mas não fizeram nada. Eu não passo por ali”, conta.

A designer de produtos  Viviane Amorim, 38 anos, já sentiu na pele as consequências da violência. “Meu carro teve a lataria amassada numa tentativa de arrombamento em um estacionamento de uma avenida movimentada. Andar a pé por aqui também não é tão simples, pois não temos calçadas e iluminação pública”, critica.

Após o assalto à igreja, os comerciantes também redobraram os cuidados. “Trabalhamos com o coração na mão. O telefone do polícia fica no mural, para casos de emergência”, relata a empresária  Maria Ângela Alves, 63 anos.

Delegacia

Na reportagem do dia 2 de setembro, moradores de Águas Claras afirmaram que, apesar dos cinco postos da PM, a delegacia mais próxima fica   em Taguatinga Sul. Na  época, a administração regional afirmou que havia um terreno, na Quadra 107, que seria destinado à construção de uma delegacia, mas diz não haver demanda suficiente por  parte da população, estimada em quase 140 mil habitantes.

De acordo com a Polícia Civil, “o atual efetivo não comporta, no momento, a criação de uma nova delegacia de polícia. No caso de Águas Claras, a região é atendida pela 21ª DP (Taguatinga Sul)”.

Leia a matéria completa na edição digital do Jornal de Brasília. 

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