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Brasília

Idoso morre em hospital e família espera três dias para corpo ser liberado

Arquivo Geral

07/07/2010 8h39

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

“Até depois de morrer a pessoa tem que esperar na fila.” Dessa forma, Adimílson Ferreira descreveu a confusão que envolve a morte de seu pai, Sebastião Damas Ferreira, 74 anos, que faleceu por volta das 4h  de domingo no Hospital Regional do Paranoá. Desde então, os familiares aguardam a liberação do corpo para realizar o enterro.
O corpo de Sebastião precisa passar por um exame de necropsia, que determina a causa exata da morte, mas na unidade do Paranoá não é feito esse tipo de análise. Para transferi-lo para um dos três hospitais públicos do Distrito Federal que realizam o diagnóstico pós-morte, é preciso aguardar uma vaga no único veículo da Secretaria de Estado de Saúde do DF autorizado a realizar esse tipo de traslado.

 

Em nota, a Secretaria esclarece que, de fato, só “um veículo realiza o transporte de corpos para a realização de necropsia, mas que existe um processo de compra de mais um veículo para melhorar o atendimento dos casos em que se torne necessária a remoção destes corpos”.
“Uma hora, eles dão a desculpa de que falta médico nos hospitais para fazer esse exame. Outra hora, o rabecão não pode levar por que tem gente na frente”, conta Adimílson. Já são três dias de agonia e por duas vezes o enterro de seu pai teve que ser adiado. “É uma angústia terrível. Além da dor de perder um pai, ficamos de mãos atadas”, desabafa.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (7) do Jornal de Brasília.

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