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Brasília

Idosa morre carbonizada e polícia acredita em latrocínio

Arquivo Geral

11/09/2012 7h03

Soraya Sobreira
soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

A aposentada do Ministério da Educação Maria do Carmo Nunes foi encontrada carbonizada no banco do passageiro do próprio carro. A motivação do crime seria por uma quantia de R$ 1 mil que ela teria sacado poucas horas antes da ocorrência em um banco na região central de Sobradinho.  A vítima, de 65 anos, veio de Flores (GO) para a cidade para rever a família. 

 

O crime ocorreu por volta das 21h30 de domingo. O carro estava em uma estrada de chão na  DF-326, que dá acesso ao Polo de Cinema de Sobradinho. “É um lugar totalmente deserto, até sem pavimentação”, explicou o delegado adjunto da 35ª Delegacia de Polícia, Paulo Francisco Soares.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado por uma testemunha que viu o carro Chevrolet, modelo Classic, pegando fogo. “A ocorrência chegou até a gente como  um registro de  capotamento. Entretanto, ao observamos o veículo,  constatamos que não havia qualquer sinal de impacto no automóvel. O fogo é uma forma de queima de arquivo”, informou  o delegado. A Polícia Civil chegou ao nome de Maria do Carmo depois de levantar o registro da placa do carro.

 

 

De acordo com informações da 35ª DP, o filho da vítima identificou o corpo da mãe. “Chegou a confirmação do Instituto Médico Legal (IML) de que o corpo, mesmo bastante carbonizado, pertencia a uma mulher. Agora, o IML precisa colher material para realizar exame de DNA e confirmar oficialmente a identidade da vítima”, esclarece o delegado.

 

 

A aposentada teria desaparecido depois de fazer compras em um supermercado na região de Sobradinho. Além do valor sacado, Maria do Carmo teria em seu poder R$ 470 a mais  no momento do crime. Ela residia em Flores (GO), região a 60 quilômetros de Brasília, há quatro meses. Segundo informações da polícia, a vítima já havia residido anteriormente em Sobradinho, tendo efetuado recentemente a venda de um imóvel na região. A 35ª DP investiga todas as possíveis motivações para o crime.

 

 Laudo médico

 

O delegado responsável pelo caso vai solicitar as imagens gravadas pelos  circuitos de segurança do banco e do supermercado onde a vítima esteve antes de desaparecer, além de verificar os telefonemas recebidos e os efetuados pela aposentada. Para a polícia, diante das características do crime, existe a suspeita de latrocínio, isto é, roubo seguido de morte.

 

Segundo informações preliminares da perícia, é mais provável que a aposentada  tenha morrido devido a um tiro na cabeça antes de ser carbonizada. De acordo com o delegado, a causa da morte só será elucidada  após a divulgação do laudo médico.

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