Carlos Carone
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A Polícia Civil do Distrito Federal conclui, hoje, a elaboração de um projeto para construção do novo prédio do Instituto de Criminalística (IC) da corporação. Serão investidos cerca de R$ 15 milhões para erguer a nova instalação, que ficará nos fundos do Departamento de Polícia Especializada (DPE). O objetivo é finalizar as obras pouco antes da Copa do Mundo de 2014. Um grupo de peritos criminais também deve ser nomeado até o final deste ano.
Com cerca de seis mil metros quadrados, o prédio foi planejado para se tornar referência nacional no trabalho de perícia técnica. Atualmente, a Polícia Civil precisa contar com a colaboração do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal para fazer perícias comuns, como a análise que identifica traços de cocaína e outras drogas em determinadas substâncias. Depois do incêndio ocorrido em janeiro deste ano no antigo prédio do IC, o trabalho da perícia ficou ainda mais precário.
Investigações
A modernização da perícia técnica se tornou essencial para a conclusão de crimes emblemáticos, entre eles o assassinato do agente federal Wilton Tapajós, executado no Cemitério Campo da Esperança. Para materializar o crime, os peritos precisam confrontar as duas balas retiradas do corpo com a arma que foi apreendida durante a operação que resultou na prisão de seis adultos e apreensão de um adolescente.
Segundo o perito criminal Rodrigo de Almeida Heringer, os dois projéteis – um deles transfixou a nuca de Tapajós e foi encontrado próximo ao corpo – estão muito deformados. “Ambos estão em péssimas condições e isso dificulta o trabalho de confirmação para saber se realmente o revólver apreendido com o suspeito foi o mesmo usado para cometer o crime. Temos um aparelho usado para fazer a comparação balística, mas já existem outros mais sofisticados”, disse o perito criminal.