Somente em 2020, o Brasília Ambiental aplicou autuações que somaram R$ 731 mil. As multas são referentes à criação de animais silvestres sem autorização no Distrito Federal.
“São multas que tem o valor mínimo de R$ 500 e podem chegar a até R$ 5 mil para cada animal em situação irregular. Esse valor máximo é utilizado se a espécie está em extinção”, explica o diretor de Fiscalização de Fauna do Brasília Ambiental, Victor Santos.
O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e o Brasília Ambiental atuam para combater o crime e resgatar os animais que são retirados de seu habitat natural e mantidos em cativeiro.
Animais das mais diferentes espécies já foram encontrados pelas autoridades em casas e propriedades rurais do DF. Vão desde aves (canários, corujas, papagaios, etc.) e cobras até mamíferos bichos-preguiça e tamanduás. O comércio desses animais é uma atividade lucrativa, o que torna a prática ainda muito comum.
Além das sanções administrativas, também podem haver processos na esfera penal por crime de baixo de menor poder ofensivo, com penas de 6 meses a 1 ano e multa.
Pássaros usados em rinhas
Uma diversidade grande de pássaros, que pertencem à classe dos passeriformes, faz parte da lista dos animais mais apreendidos pelo Batalhão Ambiental em todo o DF.
“O criminoso comercializa, por exemplo, o Canário da Terra. Ele canta e também é usado em rinhas, onde existem as apostas. Então, a questão financeira leva a esse tipo de ilegalidade”, frisa o comandante do BPMA, coronel Waldeci Ramalho.
O militar destaca que existe também a excentricidade, como os que gostam de manter uma cobra no quintal. Ou criadores que usam o animal para “satisfazer” o próprio ego. “O cidadão compra um papagaio porque é um bicho que reproduz a fala, é engraçado. Então, é uma satisfação para ele”, conta Ramalho.
Como denunciar
- Batalhão de Polícia Militar Ambiental – Telefone: 190
- Polícia Civil: Telefone 197 / e-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br / 98826-1197 (canal de WhatsApp) / Delegacia Eletrônica (site da PCDF)
- Ouvidoria do GDF – Telefone 162
Com informações da Agência Brasília