Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com
A sede da Casa da Mulher Brasileira na Asa Norte não vai ser completamente aberta. Apenas 40% da estrutura foi desinterditada um ano após a decisão da Defesa Civil por risco de desabamento. Para o governador Ibaneis Rocha (MDB), solução só com demolição completa. Para garantir o atendimento à população, postos serão abertos em estações do metrô até o fim do mês e quatro unidades serão erguidas – a começar por Ceilândia, ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Fechada completamente desde abril de 2018, a Casa da Mulher Brasileira recebeu, na manhã desta quinta-feira (10), intervenções de poda de árvores e roçagem de grama. A limpeza aconteceu durante visita do governador Ibaneis Rocha (MDB) acompanhado da secretária da Mulher, Ericka Filippelli, e de Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Dentro do prédio, porém, o retrato de anos sem manutenção é evidente, com rachaduras nas pilastras, paredes e pisos, e forro desabado.

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
“Está bastante degradado e difícil de recuperar. Parte do prédio está condenado. Para resolver, só reconstruindo e não queremos isso, queremos aproximar da população”, afirmou o governador. Para isso, está prevista a reabertura na “estrutura precária” para não ocorrer desassistência até que a solução definitiva seja tomada, que culminará no fechamento definitivo do complexo. Localizado na quadra 601 da Asa Norte, Ibaneis acredita que o prédio foi construído longe do acesso popular. “Não pode dar atendimento à mulher em situação de rua em lugar escondido da população”.
Para resolver o problema e se aproximar do público, quatro unidades devem ser erguidas pelo DF. Segundo o governador, existe um projeto aprovado e R$ 14 milhões em recursos federais para dar início à iniciativa. A primeira será em Ceilândia, em terreno próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Enquanto isso, está prevista a abertura de postos em estações do metrô de forma permanente com parte do mobiliário que não pode ser utilizado na sede em virtude da interdição parcial. Ainda não estão definidos os locais porque dependeria de visitas técnicas, mas o indicativo é que haja pontos pelo menos no Plano Piloto, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
“Temos prioridade nisso. Vivemos ambiente de muita violência doméstica e casos de feminicidio. A sensação de impunidade da violência contra as mulheres têm que acabar. Esse é o desafio que temos ao longo do mandato e será cumprido. Vamos montar equipes para que o tempo de atendimento seja o menor possível”, garantiu o governador.
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
- Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
Fotos: Myke Sena/Jornal de Brasília
Histórico de problemas
A Casa da Mulher Brasileira foi inaugurada em 2015, mas os problemas já começaram no ano seguinte. Em 2017, foi interditada parcialmente até que, em abril de 2018, o espaço teve de ser fechado por completo em razão das rachaduras. A decisão foi tomada pela Defesa Civil, seguindo recomendação da empresa Fundações e Recuperação de Estruturas (Fundex) – contratada pelo Banco do Brasil, gestor do projeto, para avaliar e consertar a situação do prédio.
A responsável pela obra é a Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal. Sob o comando de Michel Temer (MDB), as obras começaram ainda em 2018. Em outubro, a Defesa Civil informou que aguardava “envio da documentação técnica” da empresa responsável para fazer uma nova vistoria e liberar o complexo.
A Casa da Mulher Brasileira oferece serviços especializados de atendimento, acolhimento, apoio psicossocial, promoção de autonomia econômica, cuidado de crianças. Ela também tem alojamento de passagem e central de transportes. A estrutura, de 3,5 mil metros quadrados de área e capacidade para atender até 250 pessoas por dia, foi erguida ao custo de R$ 8 milhões.








