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Brasília

Ibaneis sobre BRB: “Não sou sequer investigado”

Ex-governador do DF foi mencionado em mensagens entre o ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa e o dono do Master Daniel Vorcaro

Suzano Almeida

16/04/2026 13h15

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Em entrevista ao Jornal de Brasília, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) rebateu críticas e ilações sobre sua participação em um esquema de corrupção envolvendo a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Um suposto esquema de pagamento de propina levou, nesta quinta-feira (16), o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa para a cadeia.

Conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) entre Paulo Henrique e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fazem menção ao ex-chefe do Executivo distrital no contexto da transação realizada entre o Banco de Brasília e o Banco Master. O conteúdo, que integra a nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Costa, traz detalhes sobre o acompanhamento da operação.

Em uma das mensagens, Paulo Henrique Costa afirma: “O governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas”.

Questionado sobre o teor das comunicações, Ibaneis Rocha declarou: “Nada mais natural do que eu querer informações, mesmo que superficiais, sobre uma operação de compra de parte de um banco privado”.

Ibaneis não é investigado nesta fase da operação policial. Perguntado se pretende apresentar alegações preliminares, antes de ser inquerido pela PF ou na Justiça, ele enfático. “Não posso me defender de nada, pois não sou sequer investigado.”

Prisão

Paulo Henrique Costa foi presidente entre os anos de 2019 e 2025, por indicação do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele foi preso nesta quinta-feira em mais uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Segundo as apurações, Costa teria papel central na condução de operações entre 2024 e 2025, período em que o BRB adquiriu ativos do Master que somam cerca de R$ 21,9 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 13,3 bilhões apresentam indícios de inconsistências, como ausência de lastro, falhas documentais e contratos inadimplentes — incluindo registros vinculados a pessoas já falecidas.

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