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Ibaneis é favorável à criação da Urbitá, desde que tenha escrituras gratuitas

Por Arquivo Geral 07/01/2019 7h00
A planta da primeira etapa do Urbitá foi aprovada pelo Conplan. Terrenos comerciais e institucionais serão vendidos antes dos residenciais. Foto: Reprodução/Urbanizadora Paranoazinho

Jéssica Antunes e Rafaella Panceri
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O governador Ibaneis Rocha (MBD) é favorável à criação da Urbitá. A nova cidade fará parte do Distrito Federal em 2019 e deverá abrigar, em sua primeira fase, 11 mil pessoas. Essa etapa já foi aprovada em dezembro pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan). Em 40 anos, a cidade poderá ter até 118 mil moradores. Mas o chefe do Executivo coloca condições ao empreendimento: terá que conceder escrituras gratuitamente a quem já mora no local.

A área escolhida pela Urbanizadora Paranoazinho para erguer o empreendimento fica às margens do prolongamento da Avenida Sobradinho. Nos três primeiros anos de construção, a empresa investirá cerca de R$ 300 milhões no terreno particular. Com a novidade, a Saída Norte de Brasília terá potencial para ser um polo de desenvolvimento.

“É um bairro que está urbanizado e vai tirar a pressão imobiliária do DF, mas o decreto está em minha mesa e só vou liberar após acordo com os moradores dos condomínios do local, da mesma forma que a urbanizadora pagou seus documentos”, declara Ibaneis.

Detalhes do projeto

O Conplan apontou mudanças que precisarão ser feitas no trânsito, após quatro anos de análise: a duplicação da DF-425 e o alongamento da Avenida Sobradinho, futuro elo entre a Urbitá e a região administrativa. Outra exigência para aprovar o projeto foi a construção de uma ponte sobre o Ribeirão Sobradinho.

No projeto constam outros detalhes, como a localização das redes de esgoto, drenagem, água, telefonia e iluminação pública. A ordem tradicional dos lançamentos será invertida — lotes comerciais e institucionais serão vendidos antes dos residenciais. “A intenção é trazer uma grande escola, um bom supermercado, uma importante instituição de saúde e, a partir daí, lançar residências”, explica o diretor da Paranoazinho, Ricardo Birmann.

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“Estamos na fase de captar investidores de nível global. Já passamos pelas fases do licenciamento ambiental, do licenciamento urbanístico, da aprovação da infraestrutura — saneamento, drenagem, rede elétrica — e do estudo de tráfego, que ficou em análise pelo governo por quatro anos”, explica Birmann.

A Paranoazinho quer mudar a maneira como Brasília é vista fora do quadradinho. “Somos a terceira maior cidade do país e precisamos nos posicionar como ambiente de negócios para os fundos internacionais. A cidade ainda gera dúvidas por ser um mercado desconhecido. Temos que mostrar que temos segurança jurídica, maturidade e capacidade de receber investimentos para crescer de maneira ordenada”, avalia.

A empresa afirma que a Urbitá atenderá ao crescimento demográfico natural do DF — 60 mil pessoas ao ano. “Vamos atender à demanda de forma legal e ordenada”, afirmou. Além disso, a proposta é diminuir os deslocamentos entre as cidades satélites e o Plano Piloto, ao inserir escolas, hospitais e comércio entre as residências.

As ruas da Urbitá terão nomes de cidades europeias. Os prédios terão, no máximo, 10 andares, sem grades e cercas. A área de parques somará 3 milhões de metros quadrados. A ideia é atrair diversos públicos para residências com tamanhos de 50m² a 150m². “Vamos trabalhar com diferentes classes para termos uma cidade viva, onde as pessoas morem perto de onde trabalham e estudam”, diz Birmann.

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O projeto vai na contramão da maneira como Brasília foi construída. “Na época da inauguração, a cidade expressou a ponta de lança do urbanismo da época, mas perdeu o protagonismo. Agora temos a oportunidade de criar um laboratório de desenvolvimento urbano, pensar em escalas humanas e uso miscigenado”, posiciona o diretor da Paranoazinho.

Versão oficial

O rito de aprovação no Conplan ocorre após a emissão das licenças ambientais e contratação de estudos de impacto ambiental. “A aprovação segue o rito do poder público e está de acordo com as previsões para o desenvolvimento urbano previstas no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)”, informou a Segeth por meio de nota.

A pasta indicou que, após a aprovação, compete ao interessado (autor do projeto de parcelamento) “proceder o registro em cartório, bem como a contratação e apresentação de estudos complementares e necessários para implementação do parcelamento”.

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Saiba mais

A Urbanizadora Paranoazinho (UP), trabalha pela regularização de 54 condomínios localizados na área de 1,6 mil hectares da antiga Fazenda Paranoazinho. Em paralelo, desenvolveu o projeto da Urbitá.

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