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Brasília

Hugo Hoyama reconsidera despedida olímpica

Arquivo Geral

14/08/2008 0h00

Encerrada a participação do Brasil na disputa por equipes do tênis de mesa dos Jogos Olímpicos Pequim 2008, com uma derrota para a Suécia por 3 a 0 nesta quinta-feira, Hugo Hoyama recebeu uma ligação de Nuno Cobra. Bastaram os elogios do preparador físico à forma do mesa-tenista para que a certeza de que esta seria sua quinta e última participação olímpica virasse uma dúvida.

Questionado se Pequim-2008 seria sua última participação olímpica, Hoyama deixou de lado a resposta que até o desembarque na China parecia certa. “Pode ser, pode não ser”, respondeu o atleta, enigmático. “Estou tranqüilo, consciente de que até hoje dei o meu melhor. Desde que comecei a jogar, sempre quis representar o Brasil. Foram cinco Jogos Olímpicos. Se não ganhei medalha, tudo bem. Sempre com os pés no chão, sabia que era difícil. Sei que tenho chance de ajudar o Brasil”, afirmou.

Outro acontecimento que o fez repensar a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Londres-2012, foi a vitória sobre Chuan Chih-Yuan, de Taipei, que está entre os 10 primeiros do mundo, na primeira rodada. “O resultado surpreendeu até a mim porque tive uma fratura no tornozelo direito em outubro do ano passado e fiquei cinco meses sem treinar”, afirmou.

Puxando pela memória suas experiência olímpicas, o brasileiro encontrou ainda mais um motivo para continuar. “Para mim, cada edição dos Jogos foi uma experiência nova. Mas nesta eu senti menos o frio na barriga. Todos os Jogos Olímpicos foram magníficos. O momento mais marcante na minha história nos Jogos foi em 1996, quando ganhei do Persson, que tinha sido campeão mundial em 91 e era um dos favoritos ao ouro, na disputa individual”, lembrou.

“Eu ainda estava abalado pela morte do Claudio Kano, que era como se fosse meu irmão. E ele está comigo até hoje. Tudo o que eu faço é visando ao melhor para o tênis de mesa, que era o que ele queria também”, analisou Hoyama, que usou o exemplo do sueco Jogen Persson, que o derrotou da partida de duplas. “Ele está em sua sexta edição de Jogos Olímpicos, com quarenta e três anos. Eu estou com trinta e nove, por que não pensar nisso também?”, questionou.

Mas, pelo menos, treinar para Londres-2012 ainda não está em seus planos imediatos de Hoyama. “Meus planos agora são voltar para o Brasil. De repente, dar palestras, clínicas, para pessoas que gostam da vida do esportista, essa coisa de romper barreiras”, explicou.


 


 

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