Da Redação
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A situação dos elevadores quebrados no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ainda persiste e provoca transtornos aos pacientes. Há dois anos e sete meses, Maria de Lourdes Salgueiro sofreu um acidente e teve o fêmur quebrado. Pela idade avançada, 86 anos, ela sofreu uma rejeição que exigiu a troca da prótese. Depois da internação no HRT, há 12 dias, ela teve de subir do pronto-socorro (PS), no terceiro andar, para o quarto. A quebra simultânea dos cinco elevadores fez com que Maria de Lourdes tenha subido, apoiada no andador, dois lances de escada. Foram 20 degraus. Para o filho, Francisco Salgueiro, de 35 anos, isso é absurdo. “É falta de respeito, principalmente com idosos, que são mais frágeis. A administração do hospital deveria cobrar uma solução para isso o mais rápido possível”, disse.
O Jornal de Brasília noticiou a interdição dos elevadores, que ocorreu no dia 13 de agosto. Desde então, 14 cirurgias foram canceladas. Entre o térreo e o terceiro andar há rampas. Porém, entre o terceiro e o quarto andar só se chega de escada. Os setores de cirurgia e de ortopedia ficam neste andar. A solução do hospital: levar no braço.
Para amenizar o problema, o HRT planejou um revezamento entre os profissionais do Samu para fazer a remoção de pacientes para a cirurgia pelas escadas. São seis socorristas, que realizam o transporte pelos dois lances de dez degraus. Segundo um dos agentes, que preferiu não se identificar, eles estão recebendo hora extra pelo serviço.
Segundo a Assessoria de Imprensa do governador, a empresa que dava manutenção aos elevadores foi dispensada desse serviço. Uma nova empresa foi contratada e ainda aguarda a publicação de um edital para contratação de outra, que fará a reforma de todos os elevadores do sistema público de saúde do DF. A assessoria também disse que o prazo para o primeiro elevador voltar a funcionar é no próximo dia 29.
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