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Brasília

HRAS comemora 11 anos de reprodução assistida

Arquivo Geral

23/07/2009 0h00

O Centro de Reprodução Assistida, this do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), comemora os dez anos dos primeiros bebês concebidos por meio de técnicas de fertilização in vitro, nesta sexta-feira (24), a partir das 10h, no grande auditório do hospital. O nascimento dos gêmeos Alanny e Allison, em 1999, representou um marco na história da medicina pública da capital federal, desde então mais 185 crianças nasceram.

“Temos atualmente um dos melhores serviços públicos de reprodução assistida do país, totalmente financiado pelo governo local”, destaca a coordenadora de Reprodução Humana da Secretaria de Saúde, a médica Rosaly Rulli Costa. Segundo ela, as técnicas utilizadas no Hras incluem procedimentos de baixa e alta complexidade.

A Unidade de Reprodução Humana do Hras iniciou suas primeiras atividades em 1987 oferecendo atendimento nas áreas de infertilidade conjugal, planejamento familiar, endoscopia, ginecologia e ginecologia endócrina. Em 1993, começou a funcionar o programa de doação compartilhada de óvulos e a primeira gestação foi obtida um ano depois.

O Centro de Reprodução Assistida (CRA) do Hras foi implantado em 1998 e a equipe é formada por cinco médicos: três ginecologistas, um geneticista e um andrólogo, dois biólogos, um psicólogo, um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem, um assistente social, além de três médicos residentes. Juntos, promovem 18 ciclos de fertilização de alta complexidade e cerca de 15 a 20 de baixa complexidade a cada mês.


As primeiras gestações foram anunciadas em janeiro de 1999. Entre elas, estava a da professora e mãe dos gêmeos Alanny e Allison, a professora Analice Constância Souza Silva, na época com 36 anos. Ela e o marido, o vigilante Agrício de Souza Silva, eram portadores de infertilidade conjugal e tentavam ter um filho há sete anos. Residentes no Gama, não tinham condições financeiras para pagar um tratamento numa clinica particular. Com a colaboração determinante do Hras, realizaram o sonho sem pagar nada.


O tratamento – A mulher com dificuldade para engravidar deve procurar o centro de saúde mais próximo de sua residência e marcar uma consulta com o ginecologista. O médico irá fazer um diagnóstico inicial, ou encaminhar a paciente para o serviço de reprodução humana da sua regional de saúde, onde serão realizados exames mais específicos.
                                        
Esse foi o caminho que levou a dona de casa Carmem Lucia Alves de Souza e o marido Wilton Soares ao Hras. Moradora de Planaltina, ela tentou engravidar por três, sem sucesso. Depois de algum tempo na fila de espera, foi atendida pela equipe do CRA e soube que um problema nas trompas causava sua infertilidade.


Após a realização de uma fertilização in vitro (FIV) conseguiu engravidar e hoje tem nos braços o pequeno João Wilton, de três meses. “A equipe do hospital é maravilhosa”, diz ela acrescentando que o programa traz felicidade para as famílias que precisam de ajuda para ter um filho e não tem condições financeiras para pagar pelo tratamento.


Para driblar a infertilidade, o Hras aplica as mais modernas técnicas, das mais simples às mais complexas. O tratamento pode ser a Fertilização in Vitro (FIV), que induz a ovulação da paciente; a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI), na qual espermatozóides são colocados dentro do óvulo, geralmente quando existe infertilidade masculina; o coito programado com indução da ovulação por medicamentos orais ou com injeções; a Inseminação Artificial; a Transferência Intratubária de Gametas; Transferência de Embrião Jovem.

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