Menu
Brasília

Hran oficializa serviço para atender fissuras labiopalatais

Arquivo Geral

19/03/2013 16h50

Para melhorar o atendimento e aumentar o volume de cirurgias em crianças portadoras de fissuras labiopalatais, o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) oficializou a criação da equipe multidisciplinar de tratamento aos pacientes com essa patologia. Foram nomeados três cirurgiões plásticos, pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudióloga, nutricionista, psicóloga e enfermeira.

 

A fissura labiopalatal é uma anomalia congênita, que ocorre durante a formação e desenvolvimento do feto, criando uma abertura na região do lábio ou palato (céu da boca). No país, nascem por ano cerca de 4 mil crianças portadoras de fissuras labiopalatais. No Distrito Federal, o Hran é a única unidade de saúde especializada em atender o caso, inclusive, atende pacientes de outras unidades da Federação.

 

Para o cirurgião plástico e coordenador do Serviço de Atendimento aos Portadores de Fissuras Labiopalatais do Hran, Marconi Delmiro, ao oficializar a equipe, o serviço se torna mais integrado. “O objetivo é fortalecer o atendimento e evitar que as crianças aguardem na fila. O grupo fica mais estruturado, o que faz os diagnósticos e tratamentos serem dados no período adequado, evitando sequelas anatômicas, sociais e psicológicas nos pacientes”, afirmou o cirurgião. A criação oficial do serviço foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de segunda-feira (11).

 

No ano passado, foram realizadas no Hran cerca de 200 cirurgias plásticas em crianças, e atendidos, em média, de 30 a 35 pacientes por semana no ambulatório. “Com a divulgação do nosso trabalho têm aparecido novos casos no hospital, e percebemos que a patologia tem aumentado lentamente sua incidência”, destacou Marconi Delmiro.

 

O paciente deverá ser submetido a, pelo menos, cinco intervenções cirúrgicas, dos 6 meses até os 18 anos. Após o tratamento cirúrgico, o paciente recebe assistência fonoaudiológica e psicológica.

 

Atendimento – Para ter acesso a esse serviço, o responsável pela criança deve ir a qualquer centro de saúde ou hospital regional e procurar atendimento com o pediatra. Esse profissional dará o encaminhamento e, com ele, o responsável deverá comparecer ao setor de marcação.

 

A solicitação da primeira consulta é inserida no Sistema de Regulação e, seguindo a classificação de risco, será feito contato com o responsável avisando dia, hora e o médico que atenderá o paciente. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado