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Brasília

Hospital Regional de Santa Maria pode ter atendimento suspenso

Arquivo Geral

31/08/2010 9h17

 

Marina Marquez

marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

Em dez dias a população pode ser ainda mais prejudicada no atendimento do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Atualmente, entre 10% e 20% das consultas e cirurgias eletivas estão paralisadas e a situação pode piorar se a Secretaria do Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) não fizer os repasses atrasados de julho e agosto, já que a Real Sociedade Espanhola de Beneficência, responsável pela gestão do hospital, pode suspender totalmente esses serviços.  

 

“Quando você não tem material e medicamento suficientes para todos, por falta de pagamento da Secretaria, precisa priorizar as emergências para não fechar o hospital. E é o que temos feito. Já diminuimos alguns serviços para manter as portas abertas mas, se continuarmos sem dinheiro, em dez dias só teremos condição de operar as emergências com risco de morte e a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, explicou o superintendente do HRSM, Evandro Oliveira Silva, durante coletiva de imprensa na tarde de ontem.

 

Evandro rebateu as críticas da SES e respondeu às irregularidades apontadas pelo relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Segundo ele, nenhum equipamento comprado para o HRSM foi deslocado para Salvador e, se os móveis estão sem controle patrimonial é por desorganização da Secretaria. “Quando inauguramos o hospital fizemos todo o controle patrimonial e enviamos para a SES. Se eles perderam e estão tendo que fazer novamente não é culpa da gestão. Tudo que foi comprado para o HRSM está aqui para quem quiser ver”, afirmou. 

 

O superintendente do HRSM apresentou uma planilha de gastos de janeiro a agosto deste ano e, segundo os dados, o hospital custa mensalmente R$ 14 milhões, e não os R$ 11 milhões que devem ser repassados. “Além da ginástica que os funcionários de compras e estoque fazem todo mês estamos vivendo agora a crise da falta de repasses. São R$ 22,8 milhões atrasados, que podem se tornar quase R$ 34 milhões se o mês de setembro também atrasar”.

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (31) do Jornal de Brasília.

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