Francisco Dutra
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O brasiliense pode ficar novamente sem os serviços do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) enviou um aviso para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, denunciando que a direção da unidade de atendimento hospitalar não está respeitando o termo de ajustamento de conduta (TAC) que possibilitou o cancelamento da interdição ética, aplicada nas clínicas médica e pediátrica do hospital, em junho deste ano. Para o conselho, o HRSam deveria ser interditado novamente. A diretoria do hospital nega que esteja descumprindo o acordo.
“Informamos à 4ª Vara da Justiça Federal que o TAC não está sendo cumprido. A Secretaria de Saúde deveria levar 17 novos médicos para o HRSam e não fez isso até hoje. Eles apresentaram como solução a promessa que colocariam dois plantonistas na Clínica Médica para mantê-la funcionando. Desde o começo avisamos que isso não respeitaria a reserva estratégica de 30% do efetivo. Eles estão no limite. Se acontecer uma desgraça por lá, vai faltar médico. E desde o dia em que assinamos o TAC temos notícias de que eles não estão conseguindo manter os dois plantonistas todos os dias”, denuncia o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-DF, Eli José de Aguiar.
Segundo o conselho, a escala de plantão para a clínica médica foi imposta aos médicos e alguns deles chegaram a pedir demissão por conta disso. “Por nós, o hospital já estava interditado novamente. Mas agora a questão está com o TRF”, completa. O HRSam também sofre com o problema de falta de ortopedistas. Dos 110 leitos, 20 não estão sendo usados pela falta de médicos. No pronto-socorro é fácil ouvir reclamações da população. “Semana passada, passei aqui em busca de atendimento e eles só me disseram que não tinha médico”, comenta Diego de Jesus, 20 anos. Das 7h às 10h, o autônomo Jailson Francisco Santos, 33 anos, ficou à espera de atendimento. “Estou com dor de cabeça, corpo, garganta e até agora nada”, lamentou.Passando pelas proximidades do HRSam é possível vários equipamentos médicos abandonados ao tempo, como macas e cadeiras de rodas.
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