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Brasília

Hospital de Base do DF celebra 65 anos com sessão solene na CLDF

Autoridades e profissionais da saúde homenageiam a trajetória da unidade referência em alta complexidade, que realizou mais de 14 mil cirurgias e 299 mil consultas em 2024

Redação Jornal de Brasília

11/09/2025 17h37

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Nesta quinta-feira (11), o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu uma sessão solene em homenagem aos 65 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa, proposta pelo deputado Jorge Vianna, reuniu autoridades, gestores, servidores e ex-colaboradores da unidade, referência em alta complexidade no Centro-Oeste. Durante a cerimônia, 252 profissionais receberam moções de louvor pelos serviços prestados ao hospital e à saúde pública.

A solenidade contou com a presença da vice-governadora Celina Leão; do presidente do IgesDF, Cleber Monteiro; da gerente administrativa do HBDF, Fernanda Hak; da diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado; do substituto da Diretoria de Atenção à Saúde, Giuseppe Gatto; e do diretor de Infraestrutura, Logística e Obras, Marcos Dutra.

Ao abrir a sessão, a vice-governadora Celina Leão ressaltou o papel do hospital como patrimônio do Distrito Federal. “Na Ouvidoria do Governo do Distrito Federal, chegam muitas reclamações, mas também recebemos muito mais elogios. Isso prova que o Hospital de Base é essencial e faz a diferença na vida das pessoas. Quero parabenizar todos os profissionais que mantêm essa história viva. O Base é vida, é SUS e representa a nossa luta por uma saúde pública cada vez melhor”, afirmou.

O deputado Jorge Vianna destacou a trajetória de esperança e superação que marca a história da instituição. “O Hospital de Base é muito mais que um prédio ou um serviço de saúde. É um testemunho vivo da capacidade extraordinária do ser humano. Ali, diariamente, médicos, enfermeiros, técnicos e tantos outros profissionais devolvem brilho à vida da população. Por trás de cada número, há uma família que pode seguir unida graças ao trabalho de vocês. Esse valor é inestimável”, declarou.

O parlamentar também apresentou dados que demonstram a relevância do HBDF: em 2024, foram realizadas mais de 14 mil cirurgias, 120 mil atendimentos de urgência e emergência, 299 mil consultas, além de transplantes e procedimentos de alta complexidade.

Depoimentos e reconhecimento

Entre os momentos mais emocionantes, destacou-se o relato da enfermeira aposentada Jucimar Pereira Gomes, de 85 anos, que trabalhou no serviço público por quatro décadas. “Quando entrei, com 25 anos, trabalhávamos de domingo a domingo. Não havia escolha, havia obrigação. Mas havia também vocação e entrega. Hoje, vejo que cada esforço valeu a pena, porque ajudamos a construir essa história”, disse.

A gerente administrativa do HBDF, Fernanda Hak, reforçou que a celebração vai além da infraestrutura. “Não são os 65 anos de um edifício que celebramos, mas de vidas transformadas, de profissionais que se doaram e continuam se doando todos os dias. E também dos pacientes que passaram por lá. O Base é, acima de tudo, uma casa de cuidado”, destacou.

O diretor de Infraestrutura, Logística e Obras do IgesDF, Marcos Dutra, compartilhou uma experiência pessoal que reforça o legado do hospital. “Depois de uma visita técnica, aproveitei para visitar o sobrinho de uma colega que havia sofrido um acidente. No quarto, conversei com pacientes e acompanhantes e ouvi relatos que me emocionaram. Uma jovem, vinda do Rio de Janeiro, disse nunca ter visto, em um hospital público, tanta receptividade, carinho e atenção”, relatou.

O médico Giuseppe Gatto resgatou a memória dos pioneiros do hospital. “Eles não inauguraram apenas um hospital. Inauguraram um ideal de serviço público e compromisso com a vida, que se perpetua até hoje. O legado formador e científico do Base é um dos maiores patrimônios do Distrito Federal”, afirmou.

O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, agradeceu o empenho dos servidores e destacou os investimentos em andamento. “É um hospital antigo, que exige reformas complexas, mas estamos avançando. A construção do novo centro cirúrgico e a modernização da estrutura mostram nosso compromisso de entregar sempre o melhor para a população. O verdadeiro patrimônio do Base são as pessoas que nele trabalham”, enfatizou.

A diretora de Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado, destacou o papel do HBDF na formação de profissionais de saúde. “Todos querem estudar e trabalhar no Base porque ele é referência. É uma família que se renova, formando gerações que levam esse legado adiante”, afirmou.

“Essas homenagens reforçam que o Base não é apenas o maior hospital público da capital, mas um símbolo de dedicação, ciência e humanidade”, concluiu Cleber Monteiro.

Com informações do IgesDF

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