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Brasília

Homicídios e roubos a casas tiveram alta em maio, aponta balanço

Arquivo Geral

08/06/2018 12h46

Shutterstock

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Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

Casos de homicídios, tentativas de homicídio e roubos a residências marcaram o mês de maio. Após reduções significativas na criminalidade do DF, o mês passado apresentou as três altas quando comparados ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública, divulgados nesta sexta-feira (08), em coletiva de imprensa.

Os casos de homicídios aumentaram em 22,6%: eram 31 crimes em maio de 2017 e aumentaram para 38 no mês passado. Em relação ao perfil das vítimas e autores, cerca de 61% das vítimas de homicídio tinham antecedentes criminais e 70% dos autores tinham passagem pela polícia.

No entanto, no acumulado de janeiro a maio de 2018 se comparado ao mesmo período do ano passado, os registros do crime diminuíram em 4,8%. Foram 210 ocorrências em 2017, contra 200 deste ano – apenas 10 a menos.

O secretário de Segurança Pública, Cristiano Sampaio, aponta que, apesar do aumento nos números de homicídio, este é o segundo ano com os melhores resultados na capital. “É muito importante olhar para os dados passados para entender esse acréscimo. Apesar de ter sete ocorrências a mais, no ano passado nós tivemos o menor número da série histórica. Então, desde 2003 este é a segunda menor taxa de homicídio no mês de maio”, aponta.

Outro crime que apresentou um acréscimo foram as tentativas de homicídio. No mês de maio de 2017, foram 64 tentativas em 2017, já em maio deste ano são 71 tentativas – representando um aumento de 10,9%.

Crimes contra patrimônio seguem a tendência de diminuição. Apenas roubos a residência apresentaram alta de 4,8% quando comparado o mesmo período deste ano com ano passado. Foram 63 roubos em 2017 e 66 neste ano.

Estupros apresentam queda em maio

34 pessoas foram vítimas de estupro em maio – 52,1% a menos do que o mesmo período de 2017, quando o balanço registrou 71 crimes sexuais. Comparando de janeiro a maio, também houve queda: nos cinco meses do ano passado, o total de estupros eram de 312 e, neste ano, foram computados 242 – 22,4% de redução.

A maioria dos estupros registrados no mês passado envolvem crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas que não o discernimento para a prática do ato. Foram 21 estupros de vulneráveis, contra 13 estupros.

Os dados indicam ainda que autor e vítima possuem algum tipo de relação. 81% dos estupros de vulneráveis aconteceram na residência ou local de trabalho da vítima ou do autor. Em 95% dos casos, vítima e autor possuíam algum tipo de vínculo.

Greve dos caminhoneiros 

A Secretaria de Segurança Pública também apresentou o balanço criminal entre o período do dia 21 a 30 de maio, data marcada pela greve nacional dos caminhoneiros. Comparando com a mesma data do ano passado, os crimes violentos letais intencionais – homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte – tiveram queda. Eram 17 homicídios em 2017, e foram computados 8 mortes durante a paralisação.

Os crimes contra o patrimônio, como roubo a residência, comércio, carros e pedestres, apresentaram um total de 1.813 em 2017 e, neste ano, foram 1.311 – uma redução de 27,7%.

“Apesar de todo o esforço para que a gente mantivesse o fornecimento de combustível, gás de cozinha, suprimentos hospitalares, farelo para alimentar criação de aves e suínos, nada impactou a segurança da cidade. Pelo contrário, a gente percebeu que houve uma redução dos crimes nesse período”, finalizou o secretário de segurança.

Ao todo, a Polícia Militar escoltou 2.184 caminhões, sendo que foram distribuídos 52 milhões de litros de combustível e 1,4 milhão de quilos de GLP (gás de cozinha).

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