Rener Lopes
rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Mais um crime bárbaro de estupro de vulnerável foi registrado no Distrito Federal. Desta vez, um homem é acusado de praticar o crime contra três pessoas. Duas das vítimas eram sua filha e sua neta de cinco anos de idade. Uma outra criança de 11 anos, filha de uma conhecida do suspeito, foi vitimada na região de Flores de Goiás/GO.
João Batista Alves Rodrigues, de 58 anos, trabalha como pedreiro em uma empresa terceirizada no Plano Piloto, não tem antecedentes criminais e foi detido quando chegava em sua residência no Recanto das Emas.
Segundo o delegado-adjunto da 27ª Delegacia de Polícia, que investigou o caso, dr. Helder Pedron, a denúncia foi feita pela mãe da criança, que hoje tem 26 anos. João teria praticado o crime há mais de 14 anos. O suspeito confessou todos os casos.
Familiares da criança desconfiaram que ela começava a rejeitar o homem e ficava com medo ao vê-lo. A mãe conversou com a garota e ela resolveu romper a barreira do silêncio ao contar como aconteciam os atos.
A criança foi entrevistada por psicólogos na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o relato da menor, com riquezas de detalhes, confirmou o crime.
“Ele tentou jogar a culpa dos crimes à vítima, uma vez que, segundo o acusado, a vítima instigava seu libido sexual, afirmando que era ‘safadinha'”, contou o delegado.
João aproveitava a circunstância de estar sozinho com a criança e praticava o ato. Ele retirava suas vestes e fazia atos libidinosos. E caso a vítima não respondesse a seus pedidos, J. as machucava com um fio de ferro.
Segundo o delegado, a mãe desta criança também foi vitimada quando tinha 11 anos de idade atrás pelo próprio acusado, que é seu pai. “Ele tinha contato físico por meio de toques”, explicou Helder.
Agora, João responderá pelo crime de estupro de vulnerável, podendo pegar de oito a quinze anos de reclusão por cada caso.
O delegado Helder Pedron também afirmou que podem existir outras vítimas de João “Quem reconhecer o acusado, pode procurar a 27ª Delegacia para realizar a denúncia ou entrar em contato com a Polícia Civil pelo número 197. Seus dados serão preservados”, esclareceu.