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Brasília

Homem morre no Sol Nascente após cobrar dívida de terreno

Arquivo Geral

10/03/2013 9h35

Luís  Augusto Gomes 

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma discussão envolvendo a venda de um lote no Setor Habitacional Sol Nascente,  em Ceilândia, acabou em tragédia. O carroceiro M.A., de 44 anos, foi assassinado com quatro tiros, disparados à queima roupa.   O autor fugiu e está sendo procurado pela polícia.

 

Informações iniciais levantadas por investigadores da 19ª  Delegacia de Polícia (Setor P Norte), responsáveis pela caso, apontam que o crime foi praticado por motivo fútil.  A vítima teria vendido um terreno para o autor, em uma rua no Conjunto B da Chácara 6, ano passado.

 

A negociação teria sido feita no passado. O comprador pagou parte da dívida, fez um barraco e mora no imóvel. O vendedor foi ao endereço para cobrar o restante do valor supostamente combinado. Os dois discutiram. Na confusão, o credor   destruiu a porta,   a  janela e uma televisão.

 

Indignado com o prejuízo, o suspeito pegou um revólver  debaixo de um colchão e disparou quatro vezes contra M.A. Um dos tiros atingiu o peito do carroceiro. A vítima ainda correu e tentou entrar na casa de um vizinho, em busca de abrigo, mas caiu na entrada do portão.

 

O agressor fugiu e esqueceu a carteira de identidade. Assim, foi identificado. No entanto, o delegado-chefe, Alberto Passos, mantém o nome em sigilo para não prejudicar a investigação. “Será melhor que ele compareça à delegacia para contar sua versão”, afirma o delegado.

 

Prisão

De acordo com Passos, caso o autor não se apresente até terça-feira, poderá ter a prisão preventiva decretada pelo Judiciário. O delegado informa ainda que,  dependendo do relato  das testemunhas   e do laudo da perícia,  o suspeito  será indiciado por homicídio qualificado, motivo fútil e sem chance de defesa.

 

Parentes de M.A.   confirmaram aos policiais que o motivo do assassinato foi a venda do lote, mas não forneceram detalhes da negociação. O carroceiro morava sozinho e os vizinhos se recusaram a comentar o caso. “Aqui é igual a qualquer  favela, ninguém fala nada”, disse um homem.

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