Um homem foi preso suspeito de estuprar uma mulher na manhã desta quinta-feira (16), em Planaltina. Ele invadiu uma empresa de tecnologia onde a mulher estava e, armado com uma faca, a obrigou a praticar sexo oral. O caso aconteceu por volta das 8h30 , na Quadra 34 da Avenida Independência.
Após o ato o homem fugiu levando dois aparelhos celulares. A Polícia Militar foi acionada e por volta das 16h, conseguiu prender o suspeito, com a ajuda de imagens das câmeras de segurança de lojas vizinhas. Dois militares de folga que analisaram as imagens indicaram o lugar onde o suspeito costumava ficar.
Durante a abordagem o homem assumiu que era o autor do crime. Em sua residência foram encontrados os objetos roubados da loja e as roupas utilizadas para cometer o crime.
Ele foi levado para a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina).
Passageira de ônibus bate em homem que a assediou
Na manhã desta quinta, uma jovem de 23 anos, bateu em um homem que a assediou dentro de um coletivo. A estudante, que não quis se identificar, disse que o homem sentou ao seu lado, quando ela se deslocava em direção ao trabalho. Segundo o relato da vítima, no meio da viagem, ele resolveu apalpá-la.
A jovem relatou ao Jornal de Brasília que o homem passou a mão pela perna dela e apertou suas partes íntimas. Ela reagiu, bateu nele, o jogou no chão do veículo e fez questão de registrar boletim de ocorrência. O caso foi registrado como importunação ofensiva ao pudor. O assediador assinou um termo e foi liberado. Em dois anos, casos como esse cresceram quase 40% no DF.

Suspeito preso em flagrante faz gesto obsceno para câmera. Foto: Kleber Lima/Jornal de Brasília
Não é crime, mas pode ser
Importunação ofensiva ao pudor não é crime. É previsto na Lei das Contravenções Penais, com pena de multa. No entanto, uma nova lei promete endurecer o enfrentamento. Neste mês, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que cria o crime de importunação sexual, que é a prática de ato libidinoso na presença de alguém, sem que essa pessoa dê consentimento.
O texto foi para sanção presidencial e depende da assinatura de Michel Temer para que esses atos se tornem crimes sujeitos a punição de um a cinco anos de prisão. Também é previsto aumento de pena em um terço caso crimes de estupro sejam cometidos em local público e transporte público ou se ocorrer à noite, em lugar ermo, com emprego de arma ou meio que dificulte a defesa da vítima.