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Brasília

Homem é preso acusado de matar a própria mãe em Taguatinga

Arquivo Geral

12/04/2013 13h21

Um homem de 28 anos foi preso, na noite desta quinta-feira (12), acusado de matar a própria mãe em Taguatinga Norte. O caso começa no dia 2 de janeiro de 2012, quando uma vizinha da vítima, Suzele Oliveira de Melo, de 51 anos, teria ido atrás da amiga, por não tê-la visto durante o dia.

 

Bruno Eduardo Oliveira Bezerra teria impedido a mulher de entrar em sua residência. Mesmo assim, a vizinha entrou e, quando chegou no quarto da vítima, viu Suzele coberta por um edredon. Ela chamou o Corpo de Bombeiros, que compareceu ao local e levou a mãe de Bruno para o Hospital de Base.

 

Em depoimento à Polícia, Bruno afirma que a mãe havia caído do prédio onde residia, por volta das 4h, e não havia recuperado a consciência. Esta versão não foi confirmada pelo delegado-chefe da 12ª Delegacia de Polícia de Taguatinga, Moisés Martins (foto). “Ele deixou a mãe sofrendo. A fratura era visível a qualquer pessoa”, afirmou o delegado.

 

O laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, constatou três fraturas na cabeça e uma fratura na perna. Suzele ficou internada e morreu dez dias depois. “O caso foi registrado primeiro como lesão corporal. Após as investigações, constatamos que se tratava de um homicídio e todas as provas dão conta de que ele é o acusado”, explicou Moisés.

 

A principal motivação do crime teria sido o fato de que Bruno era assistido pela mãe e estaria reclamando do valor que recebia mensalmente, conhecida como “mesada”. “O que deixa a gente assustado nesta situação é que a questão financeira estava por trás deste crime bárbaro”, disse o delegado.

 

Tentativa de fuga

Quando ficou sabendo do caso, o pai de Bruno, que também é advogado, abrigou o filho na residência, localizada na QR 513 de Samambaia Sul e já preparava as malas para que o acusado deixasse o Distrito Federal, rumo à São Paulo. No entanto, após a expedição do mandado de prisão, equipes da 12ª DP foram às ruas, seguindo o pai e encontraram o suspeito.

 

Tatuagem e marcas

Um ponto que chamou a atenção da polícia foi o fato de que Bruno tem uma tatuagem com a palavra “mãe” sob um ramalhete de flores. “Foi uma surpresa quando o prendemos e vimos o desenho”, ressaltou o delegado da 12ª DP, Moisés Martins.

 

Agora, Bruno, que preferiu manter o silêncio diante da imprensa, responderá pelo crime de homicídio duplamente qualificado, com agravante de ascendente, já que a vítima era a mãe do acusado. Também será utilizado neste caso a Lei Maria da Penha. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 de prisão.

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