Ihozano Ivanovichi foi condenado, nesta terça (26), a 7 anos e 6 meses de reclusão por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra a esposa, porque ela não quis dar dinheiro para ele comprar drogas. A pena será cumprida em regime inicialmente semiaberto.
A relação do casal era marcada pela violência desde o início. Houve registros de agressões, ameaças de morte e injúrias. Em determinada ocasião, ele chegou a quebrar o nariz da esposa. Ela registrou ocorrência dos fatos algumas vezes, mas nunca quis prosseguir com os processos.
Em agosto de 2013, foram aceitas medidas protetivas em favor da esposa (proibição de aproximação e de contato por qualquer meio e multa em caso de descumprimento, entre outras). Apesar disso, em 9 de setembro do mesmo ano, Ivanovichi foi à casa da vítima e tentou acertá-la com golpes de faca. Ele consegui atingi-la uma vez, mas fugiu quando ela gritou por socorro.
Durante o julgamento, a vítima, que sobreviveu ao ataque, afirmou que já havia perdoado o marido e que não queria que ele fosse condenado. De acordo com o promotor de Justiça Bernardo de Urbano, da Promotoria do Júri de Taguatinga, esse comportamento é comum. “Muitos casos que envolvem feminicídio mostram que, embora as agressões sejam uma rotina na vida das vítimas, elas não querem que eles sejam condenados. Infelizmente, não raras vezes, o final da história é o efetivo cumprimento das ameaças e o assassinato dito por amor. Onde falta o respeito e a dignidade cede, a violência impera”, afirmou.