Luis Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br
Funk Chique até que era um nome sugestivo para a balada da galera realizada na Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac). Animada por um DJ, a festa prometia champanhe grátis para as mulheres até meia-noite. Por volta das 2h30, o salão bombava, com mulheres e homens de todas as idades, mas principalmente jovens e adolescentes. Cerca de 250 pessoas se divertiam ao som mecânico, quando, de repente, surgiu uma confusão, simplesmente porque um rapaz esbarrou no braço de um desconhecido, e derrubou a cerveja.
Este foi o motivo banal para a pancadaria começar no salão, seguido de um tiro de pistola, disparado no estacionamento do clube. A vítima, um jovem de 27 anos, que teve o nome preservado por motivo de segurança, estava acompanhado de um irmão e um amigo. Eles foram espancados por três rapazes. Segundo uma testemunha, um rapaz de 22 anos, àquela altura dezenas de pessoas aplaudiam e também se envolviam na confusão, enquanto centenas procuravam abrigo, tentando sair ilesas das garrafas que voavam pelo salão.
Atônitos, os seguranças procuraram conter os brigões para evitar a destruição do ambiente. Mas os seis que iniciaram o tumulto não deixaram por menos. Pelos menos três juraram que a pancadaria iria correr lá fora. Um dos jovens que havia sido agredido se perdeu do irmão e do amigo. Deixou o salão sozinho, caminhando e mancando pelo estacionamento. No entanto, de acordo com as testemunhas, antes de chegar ao carro, foi cercado pelos três agressores.
Um deles teria dito: “Playboy do Plano Piloto. Vocês ficam querendo tirar onda com a gente. Em Ceilândia a onda é diferente”. Em seguida, o rapaz perguntou pelo amigo dele, que estava vestido com uma blusa de uma determinada cor. Como o desafeto respondeu que não sabia, o homem retirou uma pistola da cintura, deu dois passos para trás e atirou. A vítima caiu. Os agressores entraram num Corsa azul e fugiram. O jovem baleado está internado no Hospital de Base e seu estado inspira cuidados. A Assessoria de Imprensa do Asbac afirma ter alugado o espaço para o evento e não se reponsabiliza pelo que ocorreu na festa.
O pai da vítima, um comerciante que pediu anonimado, procurou a polícia. O delegado Watson Warling, chefe da 1ª DP (Asa Sul), considerou o caso como uma violência brutal.
Leia mais na edição desta quarta-feira (04) do Jornal de Brasília.