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Homem arrancou tufos de cabelo da companheira enquanto a mantinha em cárcere privado

Durante o período em que esteve encarcerada, a vítima, que é auxiliar de limpeza urbana, foi punida no seu trabalho por faltar

Foto: Tereza Neuberger/Jornal de Brasília

Tereza Neuberger
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Uma mulher de 45 anos ficou sete dias sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro. Ela compareceu à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam II), em Ceilândia, no dia 22 de setembro para noticiar que no dia 30 de agosto, seu companheiro, de 37 anos, cometeu o crime. O caso só foi divulgado agora pela Polícia Civil (PCDF).

Durante o período em que esteve encarcerada, a vítima, que é auxiliar de limpeza urbana, foi punida no seu trabalho por faltar. Ela apresenta quadro de grande vulnerabilidade, fundado na dependência emocional e no medo.

O agressor é companheiro da vítima há 12 anos. Segundo ela, eles sempre tiveram uma relação conturbada por conta do perfil violento do homem. No dia 17 de setembro, o agressor desferiu socos no rosto da vítima, a empurrou contra a parede e arrancou tufos de cabelo dela. As agressões tiveram início porque, de acordo com a mulher, o companheiro lhe pediu bebidas alcoólicas. Ela negou, e ele partiu para a violência.

As agressões começaram há mais de 10 anos. Em 2010, a vítima havia registrado ocorrência por Maria da Penha contra o companheiro, mas desistiu de dar prosseguimento.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Adriana Romana, da DEAM II, a vítima estava muito machucada e amedrontada e disse temer pela própria vida. Apesar de orientada pela equipe policial, ela não requereu medidas protetivas. A mulher apresentava hematomas por todo corpo e rosto, e na parte de cima da cabeça havia uma parte calva de onde o agressor arrancou seus cabelos. Ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para constatação das lesões.

O agressor foi conduzido à DEAM II, no dia 28 de setembro, quando tentou impedir novamente a companheira de sair de casa. A vítima acionou a polícia que efetuou a prisão em flagrante.

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A vítima está sob medidas protetivas contra o agressor, que teve sua prisão preventiva decretada. O homem, que já respondeu outros crimes de menor potencial no passado, irá responder por cárcere privado, lesão corporal e possivelmente por tortura. O caso será acompanhado de perto pela DEAM II.








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