O Tribunal do Júri do Gama leva a julgamento na manhã da próxima terça-feira (27),um homem de 33 anos acusado de matar o pai para receber herança. Testemunhas ouvidas durante as instruções relativas ao processo afirmaram que o réu não se firmava em nenhum trabalho e que vivia de dinheiro repassado por familiares.
De acordo com a denúncia, por volta de 4h da tarde de 2 de setembro de 2008, em via pública do Núcleo Rural Ponte Alta Norte do Gama/DF, H. H.P.F. “querendo matar, ateou fogo contra a vítima F.J.P., levando-o a morte”. Para a acusação, “o homicídio foi cometido sem nenhuma motivação, uma vez que o acusado teria matado seu pai para herdar a herança”. Acrescenta o Ministério Público que “o delito foi realizado por meio cruel”. Por fim, ressalta que “o crime foi praticado com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o denunciado teria atraído a vítima para Brasília, a pretexto de apresentar-lhe os sogros, quando já havia planejado todos os passos que culminariam com a morte do ofendido”.
Relata o processo que, ao ser ouvido em juízo, o acusado, que se encontra preso, afirmou que “em nenhum momento queria fazer isso com seu pai” e lançou mão do direito constitucional de permanecer calado a respeito da acusação.
Acrescenta a sentença de pronúncia que “também de acordo com as testemunhas, o réu, com o objetivo de conseguir mais dinheiro da família, inventava toda gama de problemas: certa vez, para justificar a venda do carro ganhado do pai, contou-lhe ter sido vítima de um assalto; em outra, ligou do exterior pedindo dinheiro para enterrar esposa e filho que mais tarde descobriu-se nunca terem existido; em outra ocasião, ainda, alguém telefonou pedindo dinheiro para o enterro de Helvys.”
O réu foi convocado para responder perante júri popular por homicídio qualificado por motivo torpe, com utilização de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.