O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), search na 608 Sul, rx vai passar por um conjunto de reformas que começa este mês. O telhado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal será totalmente substituído para evitar os transtornos causados pelas chuvas, que já derrubaram parte da estrutura de gesso. A obra vai custar R$ 1,3 milhão e pode durar até quatro meses. No entanto, o secretário-adjunto de Gestão da Secretaria de Saúde, Fernando Antunes, promete encurtar o prazo.
“Chega de remendos nas unidades de saúde. Vamos fazer uma obra de qualidade para atender a população com segurança”, enfatizou Antunes. Outra preocupação dele é com a precariedade da marquise da entrada principal do hospital. Em 15 dias, a estrutura será reformada seguindo as recomendações da Defesa Civil, que interditou o local há cerca de 40 dias a pedido da secretaria.
O secretário destacou que enquanto a UTI Neonatal estiver em obras os recém-nascidos – que precisam de cuidados especiais – serão transferidos para outro ala do hospital equipada com a infraestrutura. “Providenciamos o remanejamento da área com o nível de segurança para atender os bebês.” Ele garante que não faltarão leitos para as mães que procurarem o Hmib e que, em casos emergenciais, a diretoria poderá fazer a transferência de pacientes para outros hospitais.
Para executar as obras no Hmib, a secretaria fez contratações emergenciais e remanejou recursos do orçamento anual de R$ 900 milhões, destinados apenas a prestação de serviços. Além da revitalização do Hmib, a secretaria planeja construir unidades materno-infantis nos hospitais de Taguatinga e Sobradinho e fazer ampliações e reformas em postos de saúde.
Economia
“Estamos fazendo uma economia de guerra para podermos investir mais na estrutura da rede de saúde”, informou o secretário. Ele citou como exemplo a redução de 35% com a reprodução de cópias de documentos. “Pode parecer pouco, mas a diminuição do número de fotocópias gera uma economia anual de R$ 1,5 milhão.” Antunes adiantou que a ideia para este ano é investir em um pacote de pequenas obras.
“O Hospital do Gama, por exemplo, precisa de uma reforma urgente”, constatou. Antunes assinalou que a estrutura da rede de hospitais é antiga e enfrentou problemas como deficiência orçamentária e manuntenção precária. Na lista de espera por melhorias também está o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), alvo de constantes reclamações dos usuários que criticam a demora no atendimento médico.
Um morador de Ceilândia, que preferiu não se identificar, denunciou que na última vez que esteve no Hospital Regional de Taguatinga para fazer exames soube que os funcionários estavam chamando a lista de espera de pacientes que deram entradas com pedidos em julho passado. “Há mais de seis meses, tento marcar uma consulta no hospital e não tenho sucesso. O jeito foi arrumar um funcionário conhecido para conseguir o atendimento. Senão, ia morrer esperando”, revelou.