Após o sucesso da implementação da classificação de risco nas emergências da pediatria e centro obstétrico, médicos e enfermeiros do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) foram capacitados para atuar como classificadores e auditores do Protocolo de Manchester. O objetivo da ação é atender aos padrões internacionais de qualidade no atendimento.
O protocolo de Manchester já é usado em 17 países e confere ao paciente triado uma cor – vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul – dependendo dos sintomas e da gravidade. Ele também determina o tempo de espera. Para cores vermelha e laranja, que indicam casos mais graves, por exemplo, o tempo de espera por atendimento deve ser de no máximo dez minutos.
Ao chegar à porta de emergência do HMIB o paciente é recebido pela a equipe de acolhimento, que fornecerá as informações necessárias sobre sua demanda. Sendo caso de internação, o paciente preencherá uma ficha, será triado e classificado pela equipe de enfermagem.
Segundo a coordenadora geral de saúde da Asa Sul, Roselle Bugarin Stenhouwer, a implementação do protocolo traz mudanças benéficas às portas das emergências da rede de waúde e vai além da definição de prioridade pela gravidade e risco que o paciente apresenta. “O protocolo estabelece prazo máximo de atendimento médico, reestrutura fluxos internos e externos nas emergências e organiza a rede para que a resposta dos serviços de saúde seja efetiva e em tempo hábil, garantindo assim o acesso com qualidade”, destaca a coordenadora.