A partir desta quinta-feira (06), uma equipe multidisciplinar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) iniciará pesquisa sobre o perfil clínico nutricional de pacientes com fibrose cística. Poderão participar da pesquisa crianças de dois anos até jovens de 18 anos. Os participantes do trabalho, que se estenderá até novembro, serão atendidos no ambulatório de fibrose cística, nas quintas-feiras, pela manhã. Para participar é preciso entrar em contato com hospital, pelo número 3315 1497 ou 3315 1326.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, a nutricionista Adriana Haack de Arruda Dutra, a equipe, composta por pneumologista, gastroenterologista, psicóloga e nutricionista, coletarão dados a respeito do estado nutricional das crianças que são acompanhadas pelos profissionais e que recebem suplemento alimentar do Programa de Atendimento Domiciliar da Secretaria de Saúde do DF.
Durante a pesquisa, a equipe avaliará peso, altura, gordura e fará exames clínicos e laboratoriais. Também irá verificar toda a alimentação diária do paciente (anamnese alimentar) e qual o uso de enzimas e suplementos alimentares consumidos. Os interessados em participar da pesquisa ou seus responsáveis assinarão um termo de consentimento.
O HBDF é o centro de referência no atendimento neste tipo de doença no Distrito Federal. O ambulatório de fibrose cística do Hospital de Base atende 60 pacientes . O mais novo tem seis meses e o mais velho, 29 anos. A equipe é composta pela nutricionista Adriana Haack, pela psicóloga Estela Versiani e pelas médicas Luciana Monte, Rita Mendes, Silvana Faria e Maria de Lourdes Jaborandi.
Fibrose cística é uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta. As pessoas com fibrose cística têm um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.
Nessa doença, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso. As pessoas com fibrose podem ter os seguintes sintomas respiratórios: tosse, expectoração excessiva de muco (catarro), respiração difícil e chiado no peito.
O médico diagnostica a fibrose cística quando a pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo, além da concentração de cloro no sangue acima do normal. O médico, ao suspeitar de fibrose cística, solicita o teste do cloreto no suor. Em alguns casos, a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico.
Serviço
Telefones: 3315 1497, 3315 1326.