A construção de guaritas, com segurança armada, pode ser o próximo passo para garantir a segurança de usuários do Parque Península dos Ministros, na QL 12 do Lago Sul, e de moradores da região. A solicitação foi apresentada pela Associação de Moradores ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
A medida seria complementar a outra, implementada há três semanas, que foi o fechamento com cadeado de um dos portões de serviço de acesso ao parque. Desde então, a passagem no local ficou restrita a funcionários e prestadores de serviço.
Com isso, segundo moradores e usuários, melhorou bastante a situação no parque. Até as mudanças, o local estava sendo alvo de usuários de drogas, assaltantes, baderneiros e pessoas que desrespeitam as regras do parque ecológico.
Incômodo
Em outubro, o JBr. mostrou que a presença de usuários portando isopores com comida, bebidas e passeando com cães sem coleira incomodava a vizinhança. Segundo eles, o maior problema era o lixo deixado no local.
Os moradores sofriam, ainda, com o excesso de carros no local, muitas vezes obstruindo a saída das garagens das residências.
Marcos Coelho, presidente da Associação de Moradores, admite que a mudança dificultou o acesso de usuários e esportistas ao parque. “Solicitamos ao Ibram a implantação de guaritas, com segurança privada armada, para ajudar a controlar o fluxo de pessoas no espaço. Tivemos uma reunião com representantes do órgão na sexta-feira e eles se comprometeram a dar prosseguimento ao projeto. Até lá, no entanto, o portão precisará permanecer fechado”, afirma.
Dilceu Jaegger, presidente da Associação Brasiliense de Kitesurf (Abrakite), lamenta a mudança, mas diz que não vê outra saída. “Nossos equipamentos são pesados e pela entrada antiga já saíamos dentro do parque. Agora, precisamos andar muito, mas concordamos que a medida é necessária. Do jeito que estava não dava para continuar, nos sentíamos inseguros”, comenta.
Problemas
Segundo Paulo Rocha, também integrante da Abrakite, chegaram a ocorrer assaltos e afogamentos em dias de muito movimento no parque. “Muitas pessoas vinham para cá depois de festas, bêbadas. Já ajudamos a socorrer vários deles, que acabavam se afogando. Além disso, passamos a ter que cuidar do nosso material, uma preocupação que nunca tivemos. Houve casos de mochilas mexidas e tênis roubados”, alega.
Larice Fragoso, esteticista, de 32 anos, concorda com o fechamento do portão. “Caminho diariamente no parque e estava horrível. Havia muito lixo e usuários de drogas circulando por aqui. Senti que o fechamento do portão deu uma filtrada no público. Além disso, não é uma medida permanente, assim que possível ele será reaberto”, lembra.
Nova reunião na próxima semana
O Ibram informou que realizou reuniões junto à comunidade local para melhor equipar a unidade da Península dos Ministros. O parque foi criado em 2003, com o objetivo de preservar a área e disponibilizar esta parte do Lago Paranoá para a população, preservando também a integridade das residências no local.
A área tem 13,64 hectares, às margens do lago Paranoá. Possui a maior parte do terreno gramada, com algumas espécies exóticas, além de animais, principalmente aves.
“Estamos em fase de estudos e negociando mudanças com frequentadores e moradores da região. Uma das soluções é a construção de guaritas. Mas isso só será definido em uma reunião de alinhamento, programada para a próxima semana”, informou o Ibram, por meio de sua assessoria de imprensa.
Organização
Cabe ao Ibram ordenar o uso sustentável dos parques e unidades de conservação pela população e por associações desportivas, de lazer, culturais, por organizações não-governamentais e outras pessoas físicas e jurídicas.
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