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Brasília

Guarda compartilhada mais que dobra no DF

Arquivo Geral

20/02/2013 7h00

Patrícia Fernandes
patricia.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A separação dos pais costuma ser um momento doloroso para os filhos. Adaptar-se ao novo universo familiar é um desafio. Uma opção para minimizar a angústia de pais e filhos neste momento é a guarda compartilhada, que vem conquistando muitos adeptos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 12 anos, a procura pela modalidade aumentou  5,4%, considerado mais que o dobro do percentual de 2001, quando a taxa era de apenas 2,7%.

 

O Distrito Federal ocupa o segundo lugar no ranking dos casais que possuem esse tipo de guarda, com 8,3%. Atualmente, o tema é retratado no horário nobre da TV, na novela Salve Jorge, na qual os personagens Antônia (Letícia Spiller) e Celso (Caco Ciocler) disputam a guarda da filha.

 

A guarda compartilhada consiste em dividir entre os pais separados todos os direitos e deveres em relação ao filho. Todas as principais decisões devem ser tomadas em conjunto pelos genitores, em um esquema de convivência da criança com ambos. Além disso, nenhum dos responsáveis paga pensão.

 

Evolução

O advogado Leonardo Ranña afirma que a adesão a esse tipo de guarda apresenta crescimento significativo. “Ela ainda não é a mais utilizada, mas está tendo uma grande evolução. Esse tipo de guarda é a mais indicada quando há um bom relacionamento entre os pais. O principal objetivo é fazer com que os filhos tenham a presença do pai e da mãe na sua criação”, explicou Ranña. 

 

Leonardo destaca que a guarda compartilhada traz benefícios para pais e filhos. “A criança convive com ambos  e, consequentemente, sente menos a separação. Outra vantagem é o fim das divergências sobre a regulamentação de visitas e da ausência daquele pai ou mãe que não tem a guarda”, ressaltou. Entretanto, o advogado faz ressalvas: “É necessário um prévio estudo social e psíquico com os membros da família, pois o que seria um remédio para os traumas advindos da separação, pode ser tornar um trauma irreversível para a criança”, afirmou.


Mãe predomina

Embora esteja em constante crescimento e ascensão, o tradicionalismo persiste na hora da decisão sobre quem fica com a criança. Em âmbito nacional, em 87,6% dos casos, as mulheres ainda são as responsáveis pela criação dos menores envolvidos em disputas por guarda. Já a unidade da Federação em que mais acontece   o compartilhamento da guarda é o Pará, com uma taxa de 8,9%, seguido do DF.  Os menores índice são em Sergipe, com 2,4%, e Rio de Janeiro, 2,8%.

 

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