Menu
Brasília

Grupo suspeito de fraudar documentos de servidores é preso pela PCDF

Grupo extraía dados das vítimas, abria contas em bancos, contratava empréstimos e realizava outras transações. Estima-se que cerca de 40 pessoas foram vítimas do grupo

Willian Matos

24/09/2019 7h48

Foto: Divulgação/PCDF

Willian Matos
redacao@grupojbr.com

Sete pessoas foram presas pela Polícia Civil do DF (PCDF), por intermédio da Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf) nesta terça-feira (24). O alvo da operação Alicantia é um grupo suspeito de fraudar dados de servidores públicos com altos salários e sem restrição nos CPFs.

Este grupo, segundo investigações, obtinha acesso a bancos de dados e colhiam informações dos servidores. Depois, buscavam Carteiras de Habilitação (CNH) verdadeiras das vítimas e fraudavam a fotografia, além de fabricar RGs, contracheques e comprovantes de residência. 

Carteiras de habilitação fraudadas, todas com a mesma foto de identificação. Foto: Divulgação/PCDF

Em seguida, o grupo fazia abertura de contas em bancos e transferia os salários das vítimas para estas novas contas. Além disso, os membros solicitavam empréstimos e cartões de crédito, celebravam contratos de locação de imóveis, financiavam veículos, dentre outros delitos.

Estima-se que cerca de 40 pessoas teriam sido vítimas dos suspeitos. Em janeiro deste ano, algumas pessoas já procuravam a polícia para registrar ocorrência e informar que não estavam recebendo o salário regularmente. O grupo teria faturado, aproximadamente, R$ 1 milhão com as ações criminosas.

Tanto servidores do governo federal quanto do âmbito do DF sofreram golpes. Dentre os órgãos nos quais os funcionários trabalhavam, estão o Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Advocacia-Geral da União (AGU), Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Secretaria de Fazenda do DF.

Durante a busca desta terça (24), agentes encontraram dois veículos financiados com os dados das vítimas, além de vasta documentação produzida pelo grupo. Agora, a PCDF trabalha para “rastrear” o caminho onde os suspeitos utilizaram o dinheiro, bem como identificar mais possíveis envolvidos na ação. Todos os sete presos têm antecedentes criminais, e viviam em diversas regiões do DF.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado