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Brasília

Grupo que fraudava boletos bancários é preso no DF

Arquivo Geral

25/04/2014 8h31

Uma quadrilha de estelionatários acusados de fraudar boletos bancários foi desarticulada, na manhã desta sexta-feira (25), em ação da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (CORF) da Polícia Civil.  O bando, que já agia há seis meses, atuava em diversos estados do Brasil, principalmente no Distrito Federal e Goiás, região onde ficava a gráfica que produzia os documentos falsos.

De acordo com o delegado responsável pela ação, Jefferson Lisboa, o grupo enviava boletos bancários para as vítimas pelos Correios e pela a internet. “Eles tinham o trabalho de pesquisar as dívidas das vítimas. Quando elas pagavam o boleto, o dinheiro era repassado para um conta bancária do grupo em Minas Gerais”, explicou Lisboa. Em uma semana, eles fraudavam cerca de 300 boletos, com valores que variavam entre R$ 500 e R$ 1,5 mil. A quantia roubada pela quadrilha ainda não foi contabilizada, no entanto o delegado estima que seja um valor próximo de R$ 100 mil por semana.

De 14 mandados de prisão, nove já foram cumpridos em flagrante. Quatro em Goiânia (GO) e os outros cinco no Distrito Federal. Os suspeitos vão responder por organização criminosa, estelionato e falsificação de documentos. 

Os bandidos utilizavam a logomarca de instituições financeiras, tanto públicas quanto particulares, para aplicarem o golpe. Por se tratar de um sistema de segurança, o delegado acredita que pessoas de dentro dessas empresas facilitavam a ação da quadrilha. 

Além dos boletos bancários falsos, a Polícia apreendeu anabolizantes e máquinas de cartão de crédito, que também eram usadas para puxar dados de usuários.

“Caso alguém receba algum boleto, via e-mail ou pelos Correios, é importante observar se todos os dados estão corretos, tal como número de cartão e o nome da instituição beneficiada. Se encontrar algum erro, é importante solicitar, imediatamente, o bloqueio da conta”, aconselha o delegado, acrescentando que o número de vítimas é alto, mas ainda será calculado pela Polícia.

A operação nomeada Fraus, que já dura um ano, continuará sob investigação da Polícia Civil, pois segundo Lisboa, o departamento tem recebido um grande número de denúncias desse tipo no Distrito Federal. 

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