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Brasília

Grupo ligado a Cachoeira movimentava milhões no DF

Arquivo Geral

25/08/2012 9h30

Rener Lopes,
com agências
rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Investigações da Polícia Civil apontam que, mesmo na cadeia, o bicheiro Carlinhos Cachoeira mantinha negócios no Distrito Federal. Uma quadrilha ligada a jogos ilegais, e supostamente relacionada a Cachoeira, arrecadava cerca de R$ 1 milhão por mês. O grupo, muito bem articulado, cuidava de sete casas em várias localidades do DF. A audácia dos criminosos impressionou a polícia.

 

 

Deflagrada pela Delegacia de Combate e Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Operação Jackpot teve a missão de cumprir cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Brasília. Até o momento, três foram presos e  dois estão foragidos.

 

 

As investigações começaram em fevereiro. Nos últimos seis meses, foram apreendidas 80 máquinas caça-níqueis em localidades como Sobradinho, Ceilândia, Asa Norte, Asa Sul, Jardim Botânico, Gama e no Lago Norte. Os três presos foram detidos em suas casas, que ficam no Sudoeste, Jardim Botânico e Gama. Os suspeitos são O.O.J., B.G.S.B. e R.W.S.Q.. Todos tiveram a prisão temporária de cinco dias decretada.

 

Na casa de R., no Sudoeste, foram apreendidos vários cheques, R$ 8,9 mil em espécie e um cofre, que ainda não foi aberto pela polícia.  Ele é apontado como um dos chefões da exploração de jogos ilegais no Distrito Federal, e havia sido preso durante a Operação Monte Carlo, em fevereiro passado, mas libertado por meio de habeas corpus concedido pela Justiça.

 

 

As duas pessoas que seguem foragidas são A.J.S.N.  – que igualmente já havia sido preso na Operação Monte Carlo, junto com Cacheira – e E.F.L.. Na casa de E., na QR 403 de Santa Maria, foram apreendidos morteiros (equipamentos para lançar granadas), componentes para computador, máquinas de leitura de dinheiro, memórias e fontes de computador, além de várias máquinas caça-níqueis.

 

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos passaram operar no esquema de jogos ilegais no DF no dia seguinte após serem libertados. “A logística é similar à de quando eles atuavam na Região Metropolitana do DF, com as mesmas máquinas e funcionários”, detalha o delegado  da Deco, Henry Lopes.  As investigações apontaram que o esquema possuía uma rede de inteligência ativa para monitorar os passos da polícia e, assim, agir livre de repressão.

 

 
A clientela de jogadores era fixa. Um dos clientes chegou a gastar  R$ 37 mil nos caça-níqueis. As casas chegavam a faturar cerca de R$ 8 mil diariamente. “Além do que as pessoas gastavam, eles faziam uma espécie de vale para que o cliente saísse devendo para a próxima rodada de jogos”, explica.

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