Uma comissão formada por deputados distritais e representantes de alunos afastados da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) irá ao governador Agnelo Queiroz tentar sensibilizá-lo para garantir a matrícula de todos os 58 estudantes prejudicados por erros do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB). O grupo foi criado durante oitiva feita pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa aos diretores da ESCS e do Cespe.
Com muita revolta e emoção, os estudantes cobraram o direito de continuarem estudando na faculdade distrital. “Esse erro grotesco do Cespe está nos causando um sofrimento terrível. Por isso, nosso repúdio a essa conduta irresponsável da instituição, que está ferindo a nossa dignidade”, disse a estudante de medicina Naiane Magalhães, representante dos 58 alunos que tiveram suas matrículas canceladas.
Explicação
O diretor-geral do Cespe, Paulo Portela, leu um comunicado explicando tecnicamente o erro cometido pela instituição. E afirmou lamentar “profundamente” o prejuízo aos estudantes. Seu depoimento foi contestado. “O Cespe deveria ser banido para não prejudicar mais ninguém”, bradou da plateia a mãe de um aluno. Vários pais de estudantes anunciaram que vão buscar indenização por danos morais.
Dos alunos prejudicados, 18 já conseguiram liminares para continuarem matriculados. Para o advogado Carlúcio Coelho, da OAB/DF, a Secretaria de Saúde tem dinheiro para investir na melhoria da faculdade, garantindo a recepção de todos os envolvidos.