Cerca de 300 trabalhadores rurais, segundo cálculo da PM, participaram de um ato em frente à Terracap, como parte das ações da 20ª edição do Grito da Terra. Em clima pacífico, o grupo de pequenos produtores locais ocupou parte do estacionamento da empresa.
De acordo com a secretária de Políticas Sociais da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do DF e Entorno (Fetadfe), Claudia Farinha, a manifestação na capital não foi “radical” porque o GDF está mantendo diálogo e prometendo atender às reivindicações. “Não tem necessidade (de radicalizar). Se acabar o diálogo, avaliamos se é necessário fazer ocupações de órgãos públicos”, disse Claudia Farinha.Segundo ela, as principais demandas do Grito da Terra no DF e Região Metropolitana são a implementação de infraestrutura nos assentamentos já legalizados e a publicação de decreto regularizando áreas onde há acampamentos de pequenos produtores.
De acordo com o diretor Extraordinário de Regularização de Imóveis Rurais da Terracap, Moisés Marques, as reivindicações que envolvem áreas do DF têm sido atendidas. Naquelas que envolvem terrenos da União, há diálogo com o Governo Federal.