Dois falsos corretores acabaram detidos, no final da manhã desta quinta-feira (27), depois de serem flagrados com documentos que comprovam a intenção de vender terrenos em área da Terracap, na região da Ponte Alta Norte, Gama. A operação que terminou com as prisões dos grileiros foi realizada numa parceria entre a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Polícia Civil. A venda dos lotes poderia render até R$ 450 mil.
Seops e Dema chegaram à dupla após denúncia de um morador da área. Durante uma ação de vigilância para levantamento de informações, um agente da Seops foi abordado por um morador e informado sobre a atuação dos grileiros. A denúncia foi levada à Polícia Civil e investigação durou três semanas até que os dois fossem flagrados com todos os elementos que comprovam a intenção de venda.
Os suspeitos foram levados à Delegacia do Meio Ambiente (Dema), onde foram autuados pelo crime de parcelamento ilegal do solo. Nenhum deles tem registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Um dos acusados já tinha duas passagens pelo mesmo crime. Em caso de condenação, a dupla poderá ficar até cinco anos presos, além de pagar multa que pode chegar a 100 salários mínimos.
A área do parcelamento tem um total de 5 mil metros quadrados e faz parte de uma chácara maior, de 20 mil metros. De acordo com os documentos apreendidos com a dupla, o local seria dividido em dez lotes de 430 metros quadrados, cada. Os grileiros cobravam R$ 45 mil por cada unidade.
No local há seis casas já construídas há mais de dois anos. O setor Ponte Alta passa por processo de regularização e uma ação civil pública proíbe o surgimento de novas obras no local. A área tem sido constantemente monitorada pelos órgãos que compõem o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, coordenado pela Seops. Relatório estatístico divulgado pela Secretaria no início de fevereiro aponta que 51 operações foram realizadas no Gama em 2012, com 297 edificações erradicadas.