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Brasília

Grevistas pedem ao reitor que interceda pela URP no Supremo

Arquivo Geral

07/07/2010 21h31

O reitor José Geraldo de Sousa Junior vai pedir ao ministro Ayres Brito, do Supremo Tribunal Federal (STF), agilidade no julgamento de liminar que pede a manutenção do pagamento da URP aos servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília.

O pedido do encontro foi feito pelo Comando de Greve, em reunião com a administração nesta quarta-feira, 7 de julho. A decisão de procurar o reitor foi tomada durante a última assembleia da categoria, no dia anterior, quando os servidores decidiram manter a greve, que já dura 114 dias e é a mais longa da história da UnB.

José Geraldo, entretanto, espera que os servidores desistam de condicionar o fim da greve a sentença do STF. Ele defende a formação de uma mesa de negociação, com participação do Ministério do Planejamento, para discutir alternativas para minimizar os efeitos da perda dos 26,05%. Leia aqui.

O reitor também lembra que a ministra Carmen Lúcia, relatora do processo, está em recesso. “Ela é quem mais conhece o processo da URP no Supremo. Minha preocupação é que tenhamos uma estratégia que nos prejudique a longo prazo”, disse.

“A greve é justa, tanto que o Tribunal Regional Federal, em uma decisão rara, considerou a paralisação legal, mas mesmo em uma greve justa é preciso discutir alternativas de saída”, defendeu a secretária de Recursos Humanos da UnB, Gilca Starling.

LIMINAR – O corte da URP foi determinado pela Advocacia-Geral da União em março deste ano, mas o corte ainda não apareceu nos contracheques. Entretanto, 585 servidores já não estão recebendo os 26,05% desde fevereiro.

Os representantes do Comando de Greve expuseram ao reitor as dificuldades de sair do movimento sem qualquer sinalização do Judiciário. “Sabemos que a Justiça não delibera sob pressão, mas não podemos sair da greve sem a URP e sem a liminar. Precisamos mostrar que essa greve existe”, justificou o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub). “Como vamos explicar isso aos servidores?”, indagou.

Durante a reunião, os grevistas pediram também a retomada da mesa de negociações com participação da administração, que avalia semanalmente os rumos da greve. Nova assembleia volta a debater os rumos da greve na próxima terça-feira, 13 de julho. Até lá, o Comando de Greve vai traçar estratégias para manter o movimento deflagrado em 9 de março.

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