A greve dos rodoviários atrapalhou bastante a vida de estudantes que fariam, ontem à tarde, as provas da primeira etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS). Muitos chegaram após o fechamento dos portões, apesar de terem se programado e saído cedo de casa. No total, foram 28.747 inscritos e 14,62% de abstenção registrada pelo Cespe.
A estudante Mariana Cunha, de 15 anos, saiu de sua casa em Taguatinga às 11h para conseguir chegar a tempo no Colégio La Salle (906 Sul). No entanto, sem ônibus e dependendo de metrô, ela chegou no local às 13h05 e se deparou com as portas fechadas. “É um absurdo. Tive que parar na estação da 108 Sul e vir correndo porque não tem ônibus. Isso bem na época do PAS. Não acredito que fiquei de fora”, disse, em prantos.
Quem também foi prejudicado foi o aluno Antônio Borges, 18 anos. Morador de Ceilândia, ele ficou mais de 40 minutos na estação de metrô esperando e teve ainda que correr. Mas de nada adiantou. “A cidade para bem na época da avaliação. Eu não tinha como. Acordei cedo, fiz tudo certinho para chegar a tempo. Mas sem transporte é impossível”, contou, indignado.
Revisão
Ansiosos, os estreantes, alunos do 1º ano do Ensino Médio, foram chegando aos poucos para a prova. Muitos já estavam no local entre 11h30 e 12h, revisaram o conteúdo e entraram tranquilos para o teste, que terá ainda mais duas etapas nos próximos anos.
Já Carolina Lobo, 15 anos, chegou às 12h no Colégio Militar (902/904 Norte). “Meu pai me trouxe. Almocei bem cedo para garantir. Estou bem nervosa, pois não sei como é a prova”, falou, apreensiva.
Os pais também entraram no clima de tensão e expectativa. O engenheiro Ricardo Camelo, 50 anos, foi acompanhar a filha Clara Camelo. A estudante entrou na prova e ele ficou aguardando até o último minuto.