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Brasília

Greve dos rodoviários preocupa comércio

Arquivo Geral

13/11/2014 7h20

As cooperativas de transporte público Cootarde e MCS retomaram  as atividades, mas a greve dos ônibus ainda não acabou por completo. Os trabalhadores da viação Pioneira a da cooperativa Alternativa mantiveram os braços cruzados, sem previsão de retorno. Agora, são 212 mil passageiros prejudicados, situação que aflige o comércio. Preocupado com o impacto negativo devido à proximidade do Natal, o Sindicato do Comércio Varejista   vai   pedir a intervenção do Ministério Público no caso.

As regiões afetadas pela greve são  Gama, Santa Maria, São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Lago Sul, Jardim Botânico, Candangolândia, Park Way e Samambaia.  Segundo o Sindivarejista, que representa 30 mil lojas de rua e de shoppings, a paralisação tem trazido prejuízo, uma vez que muitos funcionários chegam atrasados   ou nem conseguem comparecer ao trabalho.

Algumas lojas  têm alugado veículos para transportar os funcionários, mas nem todas podem tomar essa providência.  “Estamos   a 43 dias do Natal (ontem),   época em que as vendas   começam a crescer. Com a paralisação, há transtornos com efeitos econômicos negativos. Esperamos que o Ministério Público adote as providências que o caso requer”, declarou o presidente do sindicato, Edson de Castro.

Mas os rodoviários não pretendem voltar ao trabalho enquanto os salários,  os tíquetes-alimentação e  o plano de saúde não estiverem em dia. A categoria também exige que as empresas apresentem um planejamento para que os atrasos nos pagamentos não voltem a ocorrer. 

ALTERNATIVAS

Quem depende do transporte público tem recorrido aos   piratas para   se locomover. Segundo o operário Geovane Gomes,   23 anos, morador  do Itapoã, o uso do   transporte  irregular  tem saído caro. “São R$ 50 em uma semana, faz diferença no nosso bolso. Mas não temos opção”, lamenta.

O auxiliar administrativo Hebert Junior,   39 anos, também tem buscado a mesma alternativa. “Essa greve afeta todo mundo. É complicado, porque não podemos tirar a razão deles, né?! Eu não   admitiria  trabalhar um mês inteiro de graça. As contas chegam e não esperam. Eles precisam receber”, reforçou o passageiro.

Confusão no Conic

No posto de bilhetagem do Conic, as portas foram abertas somente após a chegada da reportagem, quando duas funcionárias organizaram uma fila e explicaram que haveria apenas 1h20 de atendimento, sendo que, na teoria, o posto deveria funcionar das 8h às 18h. Inconformados com o descaso, os usuários (foto) reclamavam para ter as os serviços efetuados. A vendedora Raquel Lacerda, 32, afirma que falta presteza dos funcionários. “Isso parece má vontade por parte deles”, explicou.

Saga da recarga de cartão

Pelo terceiro dia consecutivo na Rodoviária do Plano Piloto,  o JBr. encontrou os guichês de atendimento do DFTrans fechados. Os usuários de vale-transporte e passe estudantil que tentaram efetuar qualquer tipo de operação  voltaram para casa sem ser atendidos. Na unidade, havia o mesmo aviso dos últimos dias, informando que o sistema do órgão estava inoperante. No Conic,  a insatisfação dos passageiros era semelhante. Apesar de haver atendimento, os problemas no sistema operacional provocaram tumulto.

O vigilante Manuel Ribeiro, 49 anos, destaca que ontem foi o terceiro dia de tentativa para recarregar o cartão nesta semana. Ele conta que tem ido ao posto de atendimento da rodoviária porque o terminal já faz parte do trajeto diário. “É um descaso com o consumidor. Já tentei fazer a recarga pela internet e também não consegui. Isso é pura falta de administração”, disse.

O DFTrans afirmou que  todos os postos do DF operam normalmente, com exceção do posto do Conic, que esteve fechado por razão de uma auditoria interna, justamente no período em que a reportagem esteve ali. Quanto à unidade do Rodoviária do Plano Piloto, o órgão deu a mesma resposta dos dias anteriores: os serviços devem ser normalizados hoje.

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