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Brasília

Greve da Caesb é mantida

Arquivo Geral

13/07/2016 7h08

Quase dois meses. É o tempo de duração da greve dos empregados da Caesb, que entra hoje no 59º dia. Ontem, a categoria rejeitou mais uma proposta, que previa, além do aumento de 4% sobre salários, reajuste de 9,32% para o vale alimentação/refeição, que passaria dos atuais R$ 1.059 para R$ 1.157, por mês. A Caesb informa que apresentou ainda uma proposta considerada “mais amena” para compensação dos dias parados, mas os empregados também rejeitaram.

Na Justiça
Os empregados recusaram, ainda, o encaminhamento dado pelo Tribunal Regional do Trabalho para que a paralisação fosse suspensa e o dissídio coletivo apresentado, com julgamento pré-agendado para amanhã. Com essa decisão, a Caesb vai dar sequência ao dissídio de greve, já protocolado no TRT, desde a semana passada.

No Metrô-DF, um mês de paralisação
Já a greve do metrô completa amanhã um mês de duração. E não há previsão de que chegue ao fim. O SindMetrô-DF organiza uma comissão para que avalie, junto com a diretoria do sindicato, o Plano de Cargos e Salários apresentado pelo Metrô-DF.
Legal
A Justiça já decidiu pela legalidade da greve, mas o governo insiste que não tem como negociar aumento salarial, já que está no limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos de pessoal. “As condições de trabalho dos metroviários são precárias, tendo como principal motivo o quadro de trabalhadores bastante defasado. A convocação dos aprovados no último concurso é urgente, e enquanto esta não ocorre, a empresa deve tomar medidas para garantir a segurança de trabalhadores e principalmente dos usuários”, diz o sindicato, em “carta aberta à população”.

Quase todos aderiram à PCDF Legal
É “praticamente unânime” a adesão dos policiais civis à operação “PCDF Legal”, deflagrada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), na semana passada. Nas contas da entidade, na primeira semana da mobilização, cerca de sete mil provas testemunhais deixaram de ser realizadas.

Até o fim de um mês, a previsão é de que o número chegue a 30 mil. Sem as provas testemunhais, diz o sindicato, não há como embasar pedidos de prisão, de interceptação telefônica e de mandados de busca e apreensão. Com isso, a tendência é que as operações da Polícia Civil do DF diminuam assim como a apreensão de drogas e armas.

Carreata
Policiais e bombeiros fizeram, ontem, uma carreata para cobrar do governador Rodrigo Rollemberg o reajuste salarial e o plano de carreira. Os veículos partiram do ginásio Nilson Nelson e deram uma volta pela Esplanada dos Ministérios. “A intenção era mostrar ao governador que não vamos aceitar que os militares sejam tratados com descaso,” contou o deputado federal Alberto Fraga (DEM).

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