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Brasília

Greve continua e metroviários marcam assembleia para amanhã

Colaborador JBr

21/06/2016 0h45

Os passageiros que dependem do Metrô do Distrito Federal continuam sofrendo com a paralisação, que ainda não tem previsão para acabar. A categoria dos metroviários marcou uma assembleia para tratar do assunto nesta terça-feira (21), às 12h, em frente ao Palácio do Buriti.

Entre as reivindicações dos grevistas, está o reajuste salarial de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, a nomeação dos aprovados no concurso de 2013 e a exoneração de cargos comissionados. Porém, por ter ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo não pode fazer novas contratações e nem permitir aumentos.

Passageiros reclamam

A moradora de Samambaia, Larisa Ramos, de 27 anos, volta para a casa às 15h40 e conta como é sua rotina durante a greve. “Acordo muito cedo para conseguir sair a tempo de pegar meu filho na escola, essa greve atrapalhou muito, pois tenho que pedir para a vizinha fazer o favor de levar ele para casa”, diz a babá, que trabalha no Sudoeste.

“Moro em Ceilândia e pego o metrô até a Rodoviária, onde um amigo me dá carona até o Lago Norte, que é onde trabalho”, conta o servente de obras Marcelo Antônio Assunção, de 54 anos.

Esquema especial

Para garantir a segurança dos passageiros, os serviços do Metrô funcionarão em esquema especial até o fim da greve. Os trens seguem circulando apenas nos horários de pico, das 6 às 9 horas e das 17h30 às 20h30. No domingo, as estações ficarão fechadas.

O departamento de Estradas de Rodagem (DER) e de Trânsito (Detran-DF) liberaram para todos os veículos, até o fim da paralisação dos metroviários, as faixas exclusivas para ônibus do Setor Policial Sul, da W3 Norte e Sul, da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). Por segurança, a liberação não vale para a faixa exclusiva do BRT Sul.

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