A liberdade de professores e estudantes para questionar decisões do governo fizeram parte do posicionamento de Leandro Grass (PT) sobre a paralisação convocada pelos profissionais da educação do Distrito Federal. Nesta terça-feira (20), o candidato ao GDF defendeu que a gestão pública ouça a comunidade escolar e não tente impor decisões sem considerar quem vive a rotina das escolas.
“Qualquer tipo de cerceamento, de repressão sobre a liberdade de escolha das pessoas, é um problema. Então, acredito que o papel do governo nesse momento é sentar e ouvir os professores”.
A declaração de Leandro ocorre um dia antes da paralisação convocada pelo Sinpro-DF. A categoria pretende realizar um ato às 9h, na Praça do Buriti, para protestar contra medidas da Secretaria de Educação e cobrar a retomada do diálogo com o governo. Entre os pontos levantados pelo sindicato estão a autonomia pedagógica das escolas e a falta de avanço nas negociações sobre o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento.
Grass também criticou a postura de governos que, segundo ele, recorrem ao confronto em vez de negociar com os servidores. Para o candidato, o direito de reivindicar não deve depender da carreira profissional nem da concordância da administração com as demandas apresentadas.
“Todo trabalhador, seja do setor público ou privado, quando se organiza para reivindicar seus direitos, precisa ser respeitado e ouvido”.
Leandro afirmou ainda que professores e estudantes precisam ter espaço para se posicionar sobre as decisões que afetam o cotidiano escolar. Ao comentar as razões da mobilização, no entanto, disse que não poderia falar em nome do sindicato e atribuiu à entidade a responsabilidade de explicar as motivações do movimento.
A paralisação ocorre a cinco dias do segundo turno das eleições para o GDF. Celina pediu que o sindicato reconsiderasse a data do ato por causa da proximidade da votação e classificou a mobilização como política. A Secretaria de Educação informou que a adesão é facultativa e que eventuais aulas suspensas deverão ser repostas para cumprir os 200 dias letivos.