O Governo do Distrito Federal e o Sindicato dos Professores (Sinpro), viagra approved ainda não entraram em um acordo para o fim da greve que já dura cinco dias. Durante reunião acertada para ocorrer ontem, sick o governo voltou a pedir à categoria um prazo de 90 dias para fazer uma avaliação da receita para negociar o reajuste salarial de 15, approved 31%. Hoje, uma assembleia geral deverá ocorrer às 9h, no estacionamento do Centro Administrativo (Buritinga).
A reunião entre Sinpro e GDF estava marcada para ocorrer pela manhã na Secretaria de Planejamento, no anexo do Palácio do Buriti, mas teve de ser adiada para às 17h. O governador José Roberto Arruda pediu um tempo para fazer novo contato com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma tentativa de que ele revisse o corte de R$ 230 milhões do Fundo Constitucional do DF. Segundo a secretária-adjunta de Educação, Eunice Santos, ela chegou a presenciar Arruda fazer cinco tentativas de ligação para Mantega.
Por duas vezes ele teria conseguido contato com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, que não tomou nenhuma decisão em relação à verba a ser destinada para o DF. “O governador está preocupado em acabar com a greve o quanto antes, mas os professores precisam ter bom senso, e entender que no momento não tem de onde tirar”, disse a secretária Eunice Santos.
Em um documento, o governo lembrou a aprovação da Lei 1.180/2009 pela Câmara Legislativa e sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que veta reajustes salariais aos servidores federais enquanto a crise econômica persistir. Em outras palavras, enquanto a arrecadação do GDF não ocorrer, o governo reitera que não tem como aumentar o salário dos professores.
Durante a reunião na Secretaria de Planejamento, a diretoria do Sinpro ficou na expectativa de que o governo apresentasse uma proposta de negociação da dívida. “O governo apresentou um documento vazio e não houve avanço algum em relação ao fim da greve”, disse o diretor do Sinpro Antônio Lisboa, que deixou a mesa de reunião cerca de 30 minutos depois dela começar.
Levantamento
Nem todos os professores aderiram ao movimento grevista. De acordo com o levantamento feito diariamente pela Secretaria de Educação nas 14 regionais de ensino, ontem, das 622 escolas, apenas 22 paralisaram totalmente. Durante o turno matutino e vespertino, a paralisação parcial variou de 67,85% a 66,45%, respectivamente. O balanço mostrou que 30,87% das escolas funcionaram normalmente pela manhã.
Dos 28 mil professores contratados, 3.148 haviam aderido à greve no turno matutino e 2.531 no vespertino. A adesão de docentes gira em torno de 25%. No Centro Educacional Elefante Branco, na 908 Sul, aos poucos os alunos voltam à normalidade das salas de aula. “No começo da semana só estavam vindo uns dois ou três professores. Agora já tem uns sete trabalhando”, contou Thiago Rodrigo de Medeiros, de 16 anos.
A estudante do 1º ano do Ensino Médio Mariana da Silva, de 15 anos, avalia que a greve tem sido prejudicial. “Estamos com matéria do PAS (Programa de Avaliação Seriada) atrasada. Essa semana seria de provas, mas devem ser adiadas para quando a greve terminar”, contou. Ontem a tarde, porém, a turma de Mariana não ficou sem professor. Todos os cinco horários tiveram aula. As disciplinas aplicadas foram Filosofia, Biologia, Português, Química, Artes e Matemática.
A greve prejudica 560 mil alunos da rede pública de ensino. “Estamos perdendo conteúdo e depois vamos ter que repor correndo para não perder o ano letivo e reprovar”, disse Fábio da Silva, de 16 anos.
Salário maior que na UnB
A valorização da educação fundamental e média nas escolas públicas do Distrito Federal, principalmente no que se refere ao salário dos professores, não encontra paralelo no ensino público dos outros estados. Mas mesmo se comparados aos salários de professores de Ensino Superior, eles levam vantagem: na Universidade de Brasília (UnB), uma das mais tradicionais e respeitadas universidades públicas do País, um professor, com graduação, tem como teto salarial, com 25 anos de magistério, com os acréscimos do “pó de giz” e dedicação exclusiva, R$ 4.445,60, contra os R$ 6.444,25 que os professores do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria de Educação do Distrito Federal recebem. Ou seja: uma diferença de 45% em favor dos docentes pagos pelo GDF.
A história se repete com os professores com especialização. Enquanto a UnB paga R$ 5.017,91 por mês, os professores da rede pública do DF recebem R$ 6.762,70. Para os professores com mestrado a diferença é menor, mas ainda assim é favorável aos professores do GDF, que ganham R$ 7.081,16, contra R$ 6.969,78 de salário para os mestres da UnB.
Graduados
A situação é a mesma para os professores que estão iniciando a carreira, segundo mostram dados disponíveis no site do Ministério do Planejamento. Os professores graduados da rede pública do DF, que dão aulas para alunos do Ensino Fundamental e Médio recebem 17% a mais que os contratados pela Universidade de Brasília: R$ 3.227,87 contra 2.757,87. Para os professores com especialização, a diferença é praticamente a mesma, com uma vantagem de 16,7% para os professores do GDF. Na rede pública o piso salarial é de R$ 3.589,86, contra R$ 3.077,28 pagos pela UnB.
“Esta situação dos professores da rede pública do DF só é possível porque nos últimos dois anos o GDF deu uma reposição de 32%, a maior do País”, sustenta a secretária-adjunta de Educação do DF, Eunice de Oliveira Ferreira Santos. Para ela, o GDF tem investido fortemente na educação pública, com a construção de novas escolas, reforma e ampliação de salas de aula e atendendo a antigas reivindicações dos professores, na medida do possível. “Ninguém pode contestar que a prioridade do governo Arruda é a educação; nenhum governador fez tanto pela educação pública em tão pouco tempo”, sustenta.
Se a comparação salarial dos professores do Distrito Federal for feita com os colegas de outros estados brasileiros, a situação melhora muito. No estado mais rico do País, São Paulo, o piso salarial dos professores em início de carreira, com as vantagens do “pó de giz” e dedicação exclusiva, é de R$ 1.198,16 (PEB I) enquanto aqui eles recebem R$ 3.227,87, embora tenham que trabalhar 10 horas a mais por mês. A diferença é ainda maior quando comparada aos professores de Minas Gerais, que recebem R$ 850.