As reclamações contra a demora na análise de projetos de novos empreendimentos na região de Brasília causaram reação imediatas na Casa Civil do Distrito Federal e na Administração Regional. Logo nas primeiras horas de ontem, o administrador da regional Messias de Souza reuniu o corpo técnico, responsável por avaliar os projetos, e pediu respostas sobre onde estariam ocorrendo os “gargalos” que estão causando os atrasos.
Na Casa Civil, o secretário Swedenberger Barbosa contestou as declarações do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF) e prometeu convocar uma reunião com as empresas do setor para a semana que vem.
De acordo com as empresas da construção civil, repassadas ao sindicato do setor, as administrações regionais, especialmente a de Brasília, têm demorado um tempo maior do que seria o ideal para as análises de projetos.
Questão de viabilidade
Por uma decisão da Casa Civil, depois de analisados, os projetos com problemas são enviados para a Coordenadoria das Cidades, que faz novo estudo de viabilidade e, só então, aprova ou não as propostas.
Já o administrador de Brasília, Messias de Souza, reuniu sua equipe técnica para cobrar resultados na entrega de demandas dos empresários. Durante o encontro, Messias pediu aos técnicos que façam um levantamento sobre onde estão os “gargalos” que atrasam o processo e quantos estão em sua regional.
Acusações contestadas
O secretário-chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, negou as declarações do presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-DF, Adalberto Valadão Júnior, sobre a demora nos prazos e a falta de informações a respeito dos processos de análise.
“Eu refuto as declarações do Sinduscon e vou marcar, provavelmente para a semana, uma reunião com todos os empresários do setor da construção para confrontar essas informações e apresentar os dados da Casa Civil sobre as análises”, anunciou Swedenberger.
Com mais projetos
O administrador de Brasília pediu a sua equipe que os processos que não tiverem problemas sejam respondidos no prazo máximo de cinco dias. A intenção de Messias de Souza é dar uma resposta satisfatória ao setor.
Apesar do esforço, Messias pediu ao grupo que dê a palavra final sobre a viabilidade da ação, já que a administração de Brasília é a que mais recebe projetos para a análise e conta com apenas quatro arquitetos para tal. Caso se conclua que o número de funcionários é insuficiente, o administrador pedirá mais funcionários para a tarefa.
Conta um funcionário que, há alguns dias, grande empresário do setor foi pessoalmente a administração regional pedir respostas sobre 41 projetos de sua empresa que estavam parados lá. Messias pediu que os técnicos lhe apresentassem as análises e os motivos do atraso. Faltavam informações em todos eles.