
Na manhã desta terça (19), diversos órgãos do governo de Brasília sob a coordenação da Subchefia de Ordem Pública e Social (Sops), da Casa Militar, encerraram operação de desocupação de área pública entre as Quadras 102 e 104 de Samambaia, a poucos metros da estação de metrô de Samambaia Sul. Durante a ação, iniciada no sábado (16), foram retiradas 66 estruturas de bambu, madeira e lona e nove barracas de camping de terreno da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).
Nesta manhã, nove invasores estavam no local, mas o serviço foi finalizado sem incidentes em aproximadamente uma hora e meia. De acordo com servidores da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, nenhum ocupante solicitou cadastro para receber os benefícios sociais da pasta.
Segundo representantes da Sops, as estruturas foram colocadas na região somente para tentar garantir a ocupação, pois eram edificações muito simples e sem moradores dentro.
O Corpo de Bombeiros lacrou um hidrante que aparentemente estava sendo usado para captar água de maneira irregular.
Ceilândia
Ainda durante a manhã, a equipe seguiu para Ceilândia, na altura da QNN 40, às margens da Avenida Elmo Serejo. Lá havia 15 pessoas e, entre casas de lona e madeira e barracas de camping, foram removidas 58 instalações de terreno também da Terracap.
Geladeiras, fogões, foices e material para cortar grama foram recolhidos pelas Agência de Fiscalização (Agefis) para o depósito da autarquia no Setor de Indústria e Abastecimento. Os donos assinaram o termo de retenção de volumes e podem reaver os utensílios mediante o pagamento de taxas estabelecidas pelo órgão.
Já o material que constituía os barracos seguiu para o aterro controlado do Jóquei em seis caminhões cedidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
A operação chegou ao fim por volta das 12h30 e, segundo o capitão da Polícia Militar Eduardo Cavalcanti, representante da Sops na operação, não houve resistência, apesar das reclamações dos integrantes do movimento.
Também atuaram no serviço a Companhia Energética de Brasília, o Conselho Tutelar de Samambaia, a Polícia Militar e o Serviço de Limpeza Urbana.