Douver Barros
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“Queremos que Brasília entre no espírito olímpico”. Foram com essas palavras que o governador Rodrigo Rollemberg abriu o discurso, na manhã desta sexta-feira (24), no Palácio do Buriti, sobre os jogos olímpicos que ocorrerão na capital federal daqui a seis semanas. “Temos certeza de que nossa cidade fará bonito. Essa é uma oportunidade de destacar Brasília mundialmente e ajudar a movimentar nossa economia”, disse.
Rollemberg lembrou dos ataques terroristas que provocaram centenas de mortes pelo mundo nos últimos meses e afirmou que esse “é um momento para a humanidade se unir em torno do esporte e cessar com os conflitos”. A estimativa do governo é que o evento feche um investimento de R$ 32 milhões, sendo R$ 13 mi destinados à segurança. O Governo Federal injetou a quantia de 6 milhões para auxiliar nas despesas, segundo Rollemberg.
Retorno financeiro
“O nosso desafio é mostrar a cidade que vai além da política. Imaginamos que o gasto dos turistas, com hospedagem, alimentação e locomoção, vai deixar um saldo de R$ 150 milhões em Brasília”, diz o secretário adjunto de Turismo, Jaime Recena. Segundo ele, a venda dos ingressos para os jogos é significativa e a expectativa é que a procura aumente ainda mais com a proximidade dos jogos.
Pouco investimento foi direcionado para a estrutura do Estádio Nacional Mané Garrincha. “O estádio não tem nenhum problema de segurança. Nós temos um sistema de monitoramento que cobre cerca de 95% da área, com mais de 430 câmeras filmando todos os episódios que ocorrem naquele interior”. afirma Recena. A maior parte de ajustes são da responsabilidade do próprio comitê olímpico, com investimento na parte de caracterização visual do evento.
Cave
O Estádio Antônio Otoni Filho, mais conhecido como Cave (Centro Administrativo Vivencial e Esporte), no Guará, também passou por uma reforma custeada em cerca de R$ 6 milhões, para receber os atletas.Conforme a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, foi lançado um plano B no local, em função da falta de tempo hábil para que o vestuário seja concluído.
“Vamos alugar um contêiner amplo, onde será montado um vestuário com toda estrutura capaz de atender às demandas dos atletas”. Segundo ela, o improviso custará R$ 7 mil ao mês e foi aprovado pelo Comitê Olímpico. “O vestuário definitivo deve ser entregue até a metade de setembro”, estima.
Segurança

Foto: Josemar Gonçalves
Brasília foi considerada pelos turistas como a cidade mais segura durante os jogos da Copa do Mundo em 2014. Por esta razão, o esquema de segurança montado para as olimpíadas segue os mesmos moldes dos jogos da Fifa. Ao todo, 43 corporações estão empenhadas no estudo de segurança.
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha abrigará 12 das 58 partidas a serem disputadas também em outras cinco cidades: Belo Horizonte (MG), no Mineirão; Manaus (AM), na Arena da Amazônia; Rio de Janeiro (RJ), no Maracanã e no Engenhão; Salvador (BA), na Arena Fonte Nova; e São Paulo (SP), na Arena Corinthians.
Outro suporte para os Jogos Olímpicos 2016 são os voluntários. O Governo de Brasília criou um portal para alavancar o voluntariado na cidade, com prestação de serviços na área do esporte, meio ambiente, da educação, saúde, mobilidade e limpeza urbana.