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Brasília

Governador visita obras de Sistema Produtor de Água

Arquivo Geral

19/08/2010 16h19

O governador Rogério Rosso inspecionou, na manhã desta quinta-feira (19), as obras de implantação do futuro Sistema Produtor de Água de Corumbá, próximo à barragem de Corumbá IV, em Luziânia (GO). Estudos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) mostram que a exploração do manancial é a melhor alternativa para fazer frente à crescente demanda do Sul do Distrito Federal e também do Entorno. Na primeira etapa, o sistema de Corumbá vai disponibilizar – a custos viáveis – 2,8 mil litros por segundo.

Por meio de captação de água do Lago de Corumbá – junto ao braço do ribeirão Alagados –, um sistema de elevação e 27 quilômetros de tubulação de adutora transportarão a água bruta até uma Estação de Tratamento de Água (ETA), em Valparaíso (GO). O Sistema Produtor de Água de Corumbá ficará responsável pelo abastecimento de todo o Entorno Sul, que compreende as cidades de Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, entre outras localidades, além de várias cidades do Distrito Federal, como Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Núcleo Bandeirante.

O valor do empreendimento é de R$ 291 milhões e será custeado por consórcio público formado especificamente para este fim pela Caesb e pela Saneamento de Goiás (Saneago). A Caesb custeará R$ 177 milhões do custo total, e a Saneago, R$ 114 milhões. A construção do sistema conta ainda com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.  “Este consórcio é pioneiro em todo o País e permite a divisão dos custos entre as duas unidades da Federação”, afirmou o governador Rogério Rosso, acompanhado do presidente da Caesb, Fernando Leite, e do diretor de Engenharia da Saneago, Mário João de Souza.

Necessidade de novos mananciais

Estudos realizados pela Caesb durante a última década demonstram a necessidade da adoção de novos mananciais de abastecimento de água para o Distrito Federal, em razão do crescimento da população e da melhoria de sua condição de vida. A previsão é de que, até o ano de 2040, haja a necessidade de uma produção de água de até 12 mil litros por segundo, contra uma produção atual dos sistemas implantados pela Caesb de 8,5 mil litros por segundo. Hoje, a produção é pouco superior à demanda atual da população, o que torna necessária a viabilização imediata de novas fontes produtoras.

O governador destacou a necessidade do desenvolvimento de políticas ambientais que preservem os mananciais, evitando contaminações futuras. “Se não preservarmos as margens do lago, impedindo ocupações irregulares e desordenadas, todo esse esforço poderá ser em vão”, comentou Rosso.

O presidente da Caesb, Fernando Leite, garantiu que já estão sendo tomadas diversas ações preventivas para evitar a futura contaminação do lago de Corumbá. O esforço para impedir a construção de moradias ou empreendimentos próximos ao manancial envolve o Ministério Público e órgãos ambientais, como o Ibama.

A execução do empreendimento está sendo realizada em etapas. A primeira atingirá uma capacidade de produção de água tratada de 2,8 mil litros por segundo, capaz de atender a 800 mil pessoas. O sistema, que poderá atingir uma produção de água de até 8 mil litros por segundo em sua configuração máxima, beneficiando 1,5 milhão de habitantes, possibilitará ainda a regularização do abastecimento em localidades como Ponte de Terra, Meireles, Sucupira, Por do Sol, Sol Nascente, Arniqueiras e Vicente Pires, entre outras.

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